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Manifestantes apagam tocha olímpica no trajeto em Paris

Passagem pela capital francesa tem várias interrupções e pelo menos quatro são presos por tumultos

07 de abril de 2008 | 8h 21
Agências internacionais

Seguranças apagaram a tocha olímpica nesta segunda-feira durante o revezamento da chama pelas ruas de Paris, onde se repetiram as manifestações contra a repressão da China no Tibete.

Veja também:

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Uma fonte policial disse que a tocha foi colocada a bordo de um ônibus para protegê-la de centenas de manifestantes pouco depois de sair da Torre Eiffel.

Em seguida, a tocha precisou ser apagada por um problema técnico, disse um policial. A tocha então foi reacesa e o revezamento continuou pelas ruas da capital francesa.

Um membro do Partido Verde francês havia sido detido mais cedo pela polícia quando tentou tomar a tocha das mãos do ex-campeão dos 400 metros com barreira Stephane Diagana, a primeira das 80 pessoas que participarão do revezamento da tocha em Paris.

Escoltado por seguranças, Diagana usava a inscrição "Por um mundo melhor", numa iniciativa do comitê nacional de atletas franceses.

Centenas de manifestantes balançando cartazes se reuniram na praça Trocadero, do lado oposto do rio Sena ao da Torre Eiffel, onde o revezamento começou às 7h35 (horário de Brasília).

A França destacou mais de 3 mil policiais ao longo dos 28 quilômetros do revezamento parisiense da tocha, que se encerra no Estádio Charlety, no sul da cidade.

"Boicotem os bens chineses" e "Salve o Tibete" diziam alguns dos cartazes segurados pelos manifestantes, observados pelos policiais que os impediam de se aproximar do trajeto.

"Estamos fazendo nosso melhor, mas dependerá do mundo colocar pressão na China para ajudar a levar democracia e direitos humanos para o Tibete", disse Phurbu Dolker, refugiado tibetano de 21 anos.

No sábado, a ministra francesa dos Direitos Humanos, Rama Yade, negou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, boicotará a cerimônia de abertura dos Jogos caso a China não dialogue com o líder espiritual tibetano Dalai Lama.

A chama olímpica deve ser um imã para protestos até o dia 6 de agosto, quando chegará a Pequim dois dias antes de ser usada para acender a pira olímpica durante a cerimônia de abertura dos Jogos.

Atualizada às 10h01 para acréscimo de informações




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