Maxi López nega ofensa racista e acusa o Cruzeiro
Atacante argentino afirma que o time mineiro pretende criar um clima hostil contra o Grêmio
O atacante argentino Maxi López falou nesta quinta-feira sobre o episódio em que foi acusado de racismo pelo volante Elicarlos, do Cruzeiro. Já de volta ao Olímpico, em Porto Alegre, o jogador gremista negou qualquer ato racista contra o cruzeirense. Além disso, ainda acusou o clube mineiro de ter formulado a acusação para criar um clima hostil contra o Grêmio.

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"Sou contra qualquer ato de racismo. Em um jogo de futebol, dentro de campo, nessas situações acabamos falando um monte de coisas sem pensar", alegou Maxi López, admitindo que pode ter ofendido o jogador rival. "Acredito que isso foi formulado pelo Cruzeiro", acusou o argentino. Para ele, o que aconteceu com Elicarlos "são coisas do futebol e que devem morrer ali [no campo]".
Após o jogo, o ônibus do Grêmio ficou por mais de meia hora parado na saída do Mineirão, esperando que Maxi López descesse para prestar depoimento. No fim, todos os jogadores gremistas acabaram saindo para servir como possíveis testemunhas em favor do argentino. Já ciente do inquérito aberto pela polícia mineira para investigar a acusação de racismo, Maxi negou que tenha se recusado a conversar com os policiais.
"A diretoria me avisou que teria que falar e eu disse que não tinha problema. Prestei uma pequena declaração e acabou tudo isso", explicou o atacante argentino, negando que tenha chamado Elicarlos de "macaco". "Na delegacia, o policial me perguntou sobre o termo ''macaco''. Eu falo pouco ou quase nada de português. Não falei esse termo em nenhum momento", se defendeu Maxi.
O jogador gremista ainda comentou sobre o jogo da volta pelas semifinais da Copa Libertadores, no Olímpico, no dia 2 de julho. Em tom de ameaça, Maxi disse acreditar que a sua equipe seja capaz de reverter a derrota por 3 a 1 sofrida no Mineirão. "O Grêmio tem possibilidades e o Cruzeiro aqui no Olímpico vai sentir a raça e o sangue gaúchos."
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