Menos da metade das sedes para a Copa 2014 tem alguma atividade começada
Fifa inicia nova vistoria das sedes no Brasil e sabe que encontrará problemas nas cidades
A Fifa prepara terreno para mudanças de sede ou estádio escolhidos para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014. Tudo será feito com base na vistoria do Comitê Organizador local, entre 5 e 20 de maio, nas 12 cidades que vão receber as partidas. Providências devem ser tomadas. Uma delas deve ser excluir o Morumbi. A outra, bem provável, é a substituição dos locais que não cumprirem o cronograma de obras.
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Eliminadas no processo de seleção das sedes da Copa, Goiás e Belém correm por fora para ocupar o lugar de quem desagradar. Em Johannesburgo, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, abandonou a diplomacia, criticou os atrasos nas obras de estádios e alertou: o Brasil precisa fazer por merecer para organizar o Mundial e os Jogos Olímpicos de 2016.
A vistoria técnica dos estádios e também de avaliação do cronograma de obras em cada uma das 12 cidades, começando por São Paulo e terminando em Salvador, leva a Fifa a entrar até setembro numa etapa de ação, promovendo as alterações que considerar necessárias para tentar evitar um fiasco em 2014.
A entidade quer todos os estádios no Brasil prontos até 31 de dezembro de 2012, um ano e meio antes da Copa e seis meses antes da Copa das Confederações e não trabalha com a hipótese de redução de sede.
O problema é que menos da metade das sedes tem alguma atividade já começada. A Fifa lamenta até hoje ter permitido que o Brasil concorresse para receber o Mundial sem nenhum adversário. A declaração mais forte já dada pela Fifa é, no fundo, uma cobrança que já vinha ocorrendo nos bastidores. A entidade havia perdido a paciência nas reuniões a portas fechadas.
Na Fifa, ninguém por enquanto pensa na possibilidade de substituir o Brasil como sede para a Copa de 2014. Valcke garantiu que essa possibilidade não existe no momento, mesmo que a entidade admita que há países que poderiam receber o torneio com um prazo bastante reduzido de tempo.
A entidade modificou seu esquema para atender ao pedido do Brasil, mas com a garantia de que tudo seria feito dentro dos prazos, o que, por enquanto, não está ocorrendo.
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