Ministro diz que cidades precisam apressar obras para Copa-2014
O ministro do Esporte, Orlando Silva, cobrou nesta quinta-feira pressa nas obras dos estádios que vão receber jogos da Copa do Mundo de 2014 e sinalizou que pode haver corte no número de cidades-sedes do Mundial se os preparativos não avançarem.
O ministro lembrou que a maioria das 12 cidades não cumpriu o prazo inicial de março para o início das obras das novas arenas e que já houve um chamado da Fifa cobrando celeridade no processo.
"As cidades precisam adiantar o serviço, apertar o passo e cumprir com as etapas de contratação (de empréstimos para as obras)", disse o ministro a jornalistas durante evento no BNDES com a ministra britânica da Olimpíada de 2012, Tessa Jowell.
"A Copa acontece em 8 cidades (no mínimo). Doze foi um apelo que o Brasil fez para que o país inteiro pudesse participar. É preciso apertar o passo, cumprir os compromissos com a Fifa para que a Copa seja um sucesso", acrescentou.
Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo foram as 12 cidades escolhidas pela Fifa para receber jogos do Mundial. Inicialmente a intenção da federação internacional era escolher 10 sedes, mas um pedido do Brasil para que 12 cidades fossem incluídas foi acatado.
Todas as cidades terão acesso a uma linha de financiamento do BNDES para construir ou reformar seus estádios de até 400 milhões de reais cada. Mas, segundo o ministro, o processo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social "ainda tem um ritmo lento".
"Se tem um tema que a Copa não prescinde é estádio. Esse é um tema que merece atenção", disse. "O comitê local da Fifa já chamou a atenção das cidades e 3 de maio é um novo prazo para avaliarmos os estádios."
Ao ser questionado diretamente o que poderia acontecer com as cidades que não cumprissem os prazos fixados com a Fifa, o ministro disse que "era melhor deixar para falar em 4 de maio".
Silva lembrou ainda que o calendário eleitoral deste ano impõe o dia 3 de junho como data "fatal" para o repasse de verbas federais para as cidades. "Imagino que as cidades estejam mais preocupadas que o governo federal."
(Por Pedro Fonseca e Rodrigo Viga Gaier)
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