Na prorrogação, Gana bate os EUA e mantém a África na Copa
Seleção ganha por 2 a 1 e iguala Senegal-02 e Camarões-90, chegando às quartas de final, contra o Uruguai
SÃO PAULO - Gana segue como a única esperança africana na Copa 2010. Jogando nos erros do rival, a seleção ganense bateu os Estados Unidos por 2 a 1, neste sábado, em Rustemburgo, na primeira prorrogação deste Mundial.

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Desta forma, Gana repete o feito de Camarões na Copa de 90 e Senegal de 2002 - melhores campanhas africanas em Copas - e avança às quartas, onde enfrentará o Uruguai, nesta sexta-feira, às 15h30 (de Brasília), em Johannesburgo.
No retrospecto, o time africano levou a melhor pela segunda vez. No único jogo oficial entre as equipes, Gana venceu por 2 a 1 na primeira fase da Copa da Alemanha, em 2006.
MESMO FILME. Assim como aconteceu nos primeiros jogos dos Estados Unidos na Copa, o time saiu perdendo. Logo aos 5, Boateng roubou a bola de Clark no meio de campo, avançou em velocidade e bateu no canto, da entrada da área, sem chance para Howard.
Novamente tendo de correr contra o relógio atrás de um gol salvador, os norte-americanos foram à luta. Mas ao contrário do que aconteceu contra os rivais da primeira rodada - Inglaterra, Eslovênia e Argélia - Gana não se limitou apenas a se defender. Embora estivesse à frente do placar, o time africano tratou manter a posse de bola, à fim de segurar o já conhecido ímpeto norte-americano durante todo o primeiro tempo.
EUA |
1 |
| Howard; Cherundolo | |
| Técnico: Milovan Rajevac | |
GANA |
2 |
| Kingson; Inkoom (Muntari), Pantsil, John Mensah e Jonathan Mensah | |
| Técnico: Bob Bradley | |
| Gols: Boateng, aos 5 minutos do primeiro tempo. Donovan, aos 16 minutos do segundo tempo. Gyan, aos 2 minutos do primeiro tempo da prorrogação. Árbitro: Viktor Kassai (HUN) Estádio: Royal Bafokeng, em Rustenburgo | |
Apesar de pouco atacar, os Estados Unidos tiveram duas chance de empatar, uma delas ainda no primeiro tempo, com Findley, e outra no primeiro minuto do segundo, com Feilhaber, que pararam em grandes defesas de Kingson.
Com o passar do tempo, Gana foi abdicando do ataque e passou a sofrer pressão dos norte-americanos. E a insistência se mostrou a novamente a melhor arma da equipe dos Estados Unidos, que já havia corrido atrás do placar nos empates contra Inglaterra e Eslovênia e conseguiu a vitória salvadora na primeira fase sobre a Argélia apenas no último minuto.
Aos 14 do segundo tempo, Dempsey penetrou na área de Gana e foi derrubado por Jonathan Mensah. Pênalti, que Donovan converteu para marcar o seu terceiro gol na Copa e tornar-se um dos seus seis artilheros.
Mesmo depois de sofrer o empate, Gana continuou se arriscando pouco no ataque. Os Estados Unidos, mais do que satisfeitos com a sobrevida, também não se aventuraram muito no tempo normal.
FINAL DIFERENTE. Na prorrogação, Gana marcou novamente, mais uma vez em um lance em que um ganense tomou a bola de um norte-americano. Logo aos dois minutos, depois de um chutão para frente, Gyan trombou com Bocanegra, ganhou a jogada e bateu forte na saída de Howard, para marcar também o seu terceiro gol na Copa.
Sem forças, apesar de partirem com tudo na tentativa do novo empate, os Estados Unidos ainda brigaram até o final, mas não conseguiram passar pela aplicação de Gana na marcação.

Gyan corre para comemorar o gol que garantiu Gana nas quartas de final, contra o Uruguai
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