Nenê feliz por estar no lugar certo no PSG
Atacante projeta ver a equipe francesa se tornando uma das mais poderosas do mundo
SÃO PAULO - Um dos destaques do novo ‘clube-rico’ do futebol europeu, o meia Nenê comemora sua boa fase e a boa perspectiva do Paris Saint-Germain após o clube francês ter sido comprado pelo xeque Tamim Bin Hamad Al Thani. A intenção é brigar de igual para igual com os grandes da Europa na Copa dos Campeões. Em entrevista ao JT, o brasileiro de 30 anos mostrou empolgação por fazer parte do novo ciclo do PSG. Disse que sonha com seleção brasileira, mas não descarta defender a França em 2014, e revelou que pretende voltar a jogar no Palmeiras.

Começar o Campeonato Francês tão bem é surpreendente?
Claro que todo time quer estar na frente, mas esperávamos que fosse demorar mais para o grupo se entrosar, porque tínhamos muita gente nova no elenco. Mas acabou dando certo logo. A vantagem é que são jogadores inteligentes, e isso ajudou muito. Não acabamos o primeiro turno na frente à toa.
É o melhor momento da sua carreira?
Com certeza. Depois de velho, a gente vai aprendendo algumas coisas. Alguns jogadores vão caindo de rendimento, e eu estou subindo. Ano passado foi excelente e este ano continuo no mesmo nível. É bom poder mostrar o meu trabalho nesta nova fase e ter um papel importante na equipe. Espero continuar assim por mais tempo.
Acha que cometeu algum erro de escolha na carreira quando era mais novo?
Penso em algumas escolhas que fiz, por exemplo, quando eu estava no Santos e vivia uma fase excelente. Talvez se tivesse ficado um pouco mais eu teria ido para a Seleção e depois para um clube grande da Europa. Mas naquela época não tinha a estrutura que tenho hoje e o empresário pensa só no lado financeiro, então para ele seria bom eu ir logo, mesmo que para o Mallorca.
Você ainda não tem na carreira um título de expressão. Isso faz falta?
Muito, por isso que ainda estou querendo crescer e não quero parar tão cedo. Estou com fome de títulos.
O que achou de o PSG ter sido comprado por um xeque?
Foi ótimo, porque ele veio com uma ambição enorme. A ideia é fazer um time de primeiro nível mundial para ser competitivo na Champions (Copa dos Campeões). Antes do Campeonato Francês contrataram dez jogadores e estão indo atrás só de atletas de nome. O projeto é algo monstruoso que tem tudo para dar certo.
Qual a importância do Leonardo neste ressurgimento do PSG?
Total. Ele foi contratado para mudar tudo, modernizar o clube, profissionalizar áreas, melhorar estrutura e contratar jogador. É o braço direito do xeque.
A expectativa é de que o PSG se torne uma potência. Você acha que está no lugar certo na hora certa?
Finalmente, né? Estou cansado de roer o osso. Estou fazendo parte desse projeto espetacular e com chance de ouro de marcar história no clube e fazer o time voltar a ser um dos melhores da Europa.
Ainda sonha com Seleção Brasileira?
Estou mostrando um nível legal faz um bom tempo. Espero que o com o clube aparecendo mais eu tenha chance. Vou até o final esperar pela minha oportunidade. É algo com que sempre sonho. Enquanto tiver um fiozinho de esperança, vou sonhar. Esperava ser chamado para o jogo contra a França ano passado. Eu estava numa fase boa, tanto que o Mano (Menezes) me elogiou. Não sei o que aconteceu para não ir.
Se você sentir que Seleção Brasileira não vai mais acontecer, pensa em se naturalizar francês e jogar a Copa?
Muita gente me pede isso. Não penso em França agora, ainda quero o Brasil. Mas não sabemos o futuro. Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador. Se perceber que não vai dar para jogar na Seleção, posso pensar, sim. Seria muito estranho ver meus amigos me xingando por eu ser um rival do Brasil. Mas eles sabem que se isso acontecer não será culpa minha. Estou tentando jogar pelo Brasil, mas está difícil.
Volta para jogar no Brasil?
Volto. Devo jogar mais uns três ou quatro anos na França, aí vou para o Brasil e atuo mais uns três ou quatro, se eu estiver bem fisicamente. Minha preferência é voltar para o Santos ou Palmeiras. Eles têm vantagem. Um pouco mais para o Palmeiras, porque tenho uma dívida com a torcida, já que participei do rebaixamento de 2002.
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