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Palmeiras deve ter dois patrocinadores em 2008

Com a multinacional italiana Fiat já está tudo certo, agora só falta confirmar com a chinesa Lenovo

12 de dezembro de 2007 | 19h 52
Juliano Costa - Jornal da Tarde

O Palmeiras terá o patrocínio de duas multinacionais em 2008: a italiana Fiat e a chinesa Lenovo. Com a primeira já está tudo certo - o acordo deve ser anunciado nesta sexta-feira e renderá R$ 12 milhões anuais, por três temporadas. A empresa automotiva estampará sua marca no peito e nas costas da camisa do time profissional de futebol.

 

Já a Lenovo, empresa chinesa de informática, deverá ficar com as mangas da camisa. O contrato também seria de três anos e renderia R$ 300 mil mensais ao clube - R$ 10,8 milhões no período. Segundo um diretor do alto escalão, que pediu anonimato, o acerto com a Lenovo está muito bem encaminhado.

 

Seria necessário ainda definir detalhes sobre a participação da empresa em projetos criados pela diretoria, para valorização das equipes de base e reforma do Palestra Itália. Se a Lenovo não topar as exigências, as mangas da camisa ficarão com a Eurofarma, empresa de medicamentos.

 

O duplo patrocínio representará um reforço de R$ 15 milhões por ano ao caixa do Palmeiras, mesmo valor arrecadado pelo Corinthians com a Samsung e apenas R$ 1 milhão abaixo da quantia paga pela LG Electronics ao São Paulo.

 

Vale lembrar que o Palmeiras também tem um crédito de R$ 40 milhões da Traffic, empresa de marketing esportivo, para a contratação de jogadores. Os alvos serão definidos após o acerto com o novo treinador.

 

Com todo esse dinheiro, a diretoria poderá saldar dívidas (calculadas em R$ 20 milhões a curto e médio prazos) e montar um time competitivo para sair do jejum de títulos importantes, que vem desde a Libertadores de 1999 - de lá para cá, o Palmeiras ganhou só o Rio-São Paulo e a Copa dos Campeões, ambos em 2000, e a Série B de 2003.

 

Outro assunto importante já definido pela diretoria é a reforma do Palestra Itália. Na noite da próxima segunda-feira, haverá um coquetel de lançamento da parceria com a WTorre, empresa de engenharia que transformará o estádio em uma arena multiuso. A festa será na Sala São Paulo, na Praça Julio Prestes, no centro da capital.

 

A obra está orçada em US$ 120 milhões, cerca de R$ 210 milhões, e deve começar no segundo semestre do ano que vem. O Banco Santander será o principal financiador da reforma. A capacidade do Palestra vai pular de 30 mil para 42 mil pessoas. "Será o primeiro estádio na América do Sul a atender todas as exigências da Fifa", disse o diretor administrativo José Cyrillo Júnior.

 

Tradição italiana

 

A chinesa Lenovo deverá ser a primeira empresa não italiana a patrocinar o Palmeiras em 15 anos - a última foi a norte-americana Coca-Cola, que patrocinou o clube até o início de 1992. De lá para cá, o clube paulista ostentou a marca da Parmalat por oito anos e a da Pirelli por outros sete.

 

Antes, na década de 80, já havia sido patrocinado por outra empresa da Itália, a Agip. Manter a identificação com a colônia italiana é tradição no Palmeiras, fundado como Palestra Itália em 1914. A mudança de nome aconteceu em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).




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