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Palmeiras tem contrato com Thiago Neves e agente reclama

Renovação do atacante com o Fluminense para 2008 não teria validade e caso vai parar na Justiça

25 de outubro de 2007 | 12h 42

O atacante Thiago Neves tem contrato assinado com o Palmeiras, que começa a valer no dia 10 de janeiro de 2008, sendo que o time alviverde já lhe adiantou R$ 400 mil - pagos uma semana depois do acerto, em 18 de agosto - e por causa disso o anúncio da renovação de contrato com o Fluminense gera uma crise com cinco personagens: os dois clubes, o jogador e mais duas empresas, a LA Sports, de Curitiba, e o agente Fifa Leo Rabello. O caso está na Justiça.

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A irritação está no lado do Palmeiras, por já ter tudo certo com o jogador e ser surpreendido com o acerto com o time carioca, e da LA Sports, que detém 32% dos direitos econômicos do jogador, baseado no vínculo que ele tem com o Paraná Clube, válido até 2009. O restante pertence a Rabello. O contrato foi publicado pelo diário Lance! desta quinta.

Segundo o advogado Augusto Mahfuz, a LA Sports está na Justiça para cobrar do jogador o rompimento do contrato com o Palmeiras. "Não falo em nome do Palmeiras, para deixar claro. Eles [Fluminense] são titulares de direito, não podem exercer nenhum direito de vínculo, que é do Paraná e renunciou por isso ao assinar com as duas empresas. Assim, isso afasta qualquer ilegalidade com o Palmeiras. Isso só aconteceria se tivesse algum vínculo financeiro com o Fluminense, o que não existe", disse, em entrevista à rádio Jovem Pan.

"Se ele [Thiago Neves] assinou com o Fluminense, a situação é temerária, porque o Palmeiras assinou com o jogador. No caso do Fluminense, está errado, porque é um acerto com o Leo Rabello e o Fluminense. O Thiago quis antecipar tudo e entrou com uma ação baseada no contrato com o Paraná. A juíza não concedeu a ordem do depósito que ele pediu e marcou audiência para 11 de janeiro de 2008", reforça Mahfuz.

O contrato do jogador com o Palmeiras é de número 593452, e tem validade a partir do dia 10 janeiro de 2008. O pagamento dos R$ 400 mil (como luvas) foi pago de acordo com a cláusula 331. A multa é de R$ 60 milhões para o mercado nacional, ou de 50 milhões de euros (cerca de R$ 128 milhões), com R$ 75 mil salários. O processo corre na 18.ª Vara Federal do Trabalho. O não-cumprimento dele até o início da sua validade, por qualquer uma das partes, implicaria uma multa de R$ 2,4 milhões.

No lado do Palmeiras, Gilberto Cipullo, vice-presidente de Futebol, diz que o clube espera que o jogador cumpra o contrato. "O jogador é que nos procurou, dizendo que não queria ficar no Fluminense. O contrato tem multa sim, mas o objetivo primeiro do Palmeiras é cumprimento do contrato. No momento oportuno vamos à justiça."

O jogador e o agente Leo Rabello ainda não se pronunciaram sobre o caso.




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