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Paraguai consegue vaga inédita nos pênaltis contra o Japão

Vitória paraguaia coloca mais seleções sul-americanas que europeias nas quartas pela primeira vez

29 de junho de 2010 | 13h 43
LUIZ RAATZ - estadão.com.br

O Paraguai derrotou o Japão nos pênaltis por 5 a 3 após um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, no pior jogo das oitavas de final da Copa, nesta terça-feira, 29, em Pretória. O time se tornou a quarta seleção sul-americana a ficar entre as oito melhores do mundo. Komano bateu na trave as chances de classificação do Japão. Cardozo converteu o pênalti que deu a vaga aos paraguaios.

Komano mandou pênalti no travessão - Brian Snyder/Reuters
Brian Snyder/Reuters
Komano mandou pênalti no travessão

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Pela primeira vez, os paraguaios chegam tão longe. É também inédito o fato de haver mais seleções sul-americanas (4) que europeias (3), nas quartas de final. Por fim, a decisão nos pênaltis foi a primeira da história paraguaia em Copas. Agora a seleção guarani espera o vencedor de Espanha e Portugal para conhecer seu adversário. 

 Barreto, Barrios, Riveros, Valdez e Cardozo converteram para o Paraguai. Endo, Hasebe e Honda marcaram os gols japoneses.

O JOGO. Com duas equipes peritas em se defender, mas com falhas de criatividade no meio campo, o jogo foi sonolento. O Japão chegou a mandar uma bola na trave no primeiro tempo. Já o Paraguai apostou na bola aérea, sem sucesso. A partida estava truncada e as duas equipes erravam muitos passes.

A primeira boa jogada veio aos 20, em belo lance individual de Lucas Barrios. O atacante recebeu na área, girou em cima do zagueiro e bateu, mas o goleiro defendeu. O Japão respondeu em seguida com uma bola n travessão.

O resto da primeira etapa foi de poucas oportunidades e muitos erros. O meio campo paraguaio carecia de criatividade e o Japão não dava chances de contra-ataque. Oportunidades bola parada, que tanto ajudou o Japão contra a Dinamarca, também não apareceram.

O Paraguai tomou a iniciativa no começo do segundo tempo. Ortigoza - que não é aquele que jogou pelo Palmeiras - recebeu na área e driblou um zagueiro, mas foi desarmado.

 Paraguai PARAGUAI 0 (5)
Villar, Bonet, Alcaráz, Da Silva e Morel; Ortigoza (Barreto), Vera e Riveros e Benitez (Valdez); Barrios e Santa Cruz (Cardozo)
Técnico: Gerardo Martino
 Japão JAPÃO 0 (3)
Kawashima; Komano, Nakazawa, Tulio, Nagatomo ; Abe (K. Nakamura), Endo , Hasebe, Matsui (Okazaki) e Okubo (Tamada); Honda
Técnico: Takeshi Okada
Gols: Pênaltis: Barreto, Barrios, Riveros, Valdez e Cardozo para o Paraguai e Endo, Hasebe e Honda, para o Japão
Árbitro: Franck de Bleeckere (Bélgica)
Estádio: Loftus Versfeld (Pretória)

Aos 10, Benitez desceu pela esquerda, invadiu a área e bateu, mas Nakazawa bloqueou o chute. Em seguida, Riveros assustou com uma cabeçada. O Paraguai melhorava no jogo.

Gerardo Martino resolveu mexer no time. Sacou Benitez e colocou Valdez como terceiro atacante. O Paraguai então voltou a tentar a jogada pelo alto. Como no jogo contra a Dinamarca, a zaga japonesa estava bem posicionada e cortava a maioria dos cruzamentos.

O Japão ainda assustou aos 36, também em um cruzamento, cortado por Villar. Mas tudo indicava que a partida iria para a prorrogação. E foi.

PRORROGAÇÃO. O tempo extra foi mais movimentado que os 90 minutos. Barrios teve grande chance, após boa jogada de Valdez. Depois foi a vez de Endo cobrar falta perigosa, defendida por Villar.

Aos 10 do primeiro tempo, a bola sobrou na área para Barreto, mas o meia chutou para fora.

No segundo tempo, o Paraguai seguia melhor. Valdez teve boa chance de cabeça, mas faltou força para finalizar. Da Silva teve outra chance no jogo aéreo, mas mandou para fora.

Em um contra-ataque, aos 10, Tanada fez boa jogada e cruzou, mas Nakamura não alcançou e a zaga paraguaia afastou o risco.

Nos minutos finais, foi só chutão. As duas equipes já esperavam pelos pênaltis. O Japão só não contava que Komano fosse mandar na trave a cobrança. O Paraguai acabou fazendo história por errar menos.

 

 

 

 




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