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Paraguai deixa a Copa pela porta da frente

Sul-americanos anulam ataque espanhol por 83 minutos, perdem e defendem pênalti, e dão adeus à Copa

03 de julho de 2010 | 17h 23
LUIZ RAATZ - estadão.com.br

  SÃO PAULO - Existem seleções que deixam a Copa do Mundo pelos fundos, como o Brasil, a Argentina, a França e Itália. Outras, como o Paraguai, saem pela porta da frente. A seleção sul-americana conseguiu segurar por 83 minutos uma das melhores equipes do mundo, com uma tática de marcação perfeita e uma brilhante atuação do goleiro Villar - que pegou até pênalti - mas sucumbiu a melhor qualidade individual dos espanhóis e deu adeus à Copa do Mundo após a derrota por 1 a 0 no Ellis Park em Johannesburgo.

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O técnico Gerardo Martino mexeu no time para o duelo com os espanhóis. Abdicou dos três atacantes e alterou o meio de campo ofensivo. Lucas Barrios e Vera saíram do time para a entrada de Barreto e Santana. Cardozo, que converteu o pênalti da classificação contra o Japão, substituiu Roque Santa Cruz.

Ao invés de esperar fechadinho a Espanha, o Paraguai começou a partida marcando sob pressão, para neutralizar o toque de bola espanhol. Assim, os paraguaios souberam se impor no começo da partida e evitar ações ofensivas perigosas espanholas.

A partir da metade do primeiro tempo, a retranca paraguaia passou a esperar mais a Espanha e a apostar no contra-ataque e em lances de bola parada.

A defesa paraguaia estava muito bem postada. Pela esquerda, Villa dificilmente ganhava uma disputa de bola com Verón e Da Silva. Pela direita, Sergio Ramos e Fernando Torres sofriam com Alcaráz e Morel Rodríguez.

Na primeira vez que conseguiu sair tocando, Morel recebeu pela esquerda de Valdez e levantou na área. Por milímetros, Santana não alcançou a bola para cabecear.

No final do primeiro tempo, o Paraguai voltou a pressionar a saída de bola da Espanha. Valdez recebeu bola na área e marcou, mas o bandeira assinalou impedimento duvidoso.

No intervalo, os números mostravam a eficiência do ferrolho guarani. A Espanha não acertou nenhuma vez a meta de Villar.

No segundo tempo, o Paraguai voltou a utilizar a tática de pressão total. Mas faltava um gol para a estratégia funcionar. Aos 14 minutos, Piqué deu praticamente um golpe de judô em Cardozo dentro da área. O atacante, que havia classificado a equipe contra o Japão, bateu mal o pênalti e Casillas defendeu.

Paraguai  PARAGUAI 0
Villar, Verón, Da Silva, Alcaráz ,  e Morel Rodríguez , ; Cáceres , (Barrios), Riveros, Santana , e Barreto (Vera); Cardozo e Valdez (Santa Cruz)
Técnico: Gerardo Martino
Espanha  ESPANHA 1
Casillas, Sergio Ramos, Piqué , , Puyol (Marchena) e Capdevilla; Busquets,,  Xabi Alonso (Pedro), Xavi e Iniesta; Villa e Torres (Fabregas)
Técnico: Vicente del Bosque
Gols: Villa, aos 37 minutos do segundo tempo
Árbitro: Carlos Batres (Guatemala)
Estádio: Ellis Park, Johannesburgo


No lance seguinte, o improvável aconteceu. Villa recebeu na área e caiu na área. O juiz deu outro pênalti. Xabi Alonso bateu e não perdoou. Mas o guatemalteco Carlos Batrez mandou voltar. Na segunda tentativa, o volante bateu e Villar pegou. No rebote, a defesa afastou.

Os técnicos mexeram. Gerardo Martino tirou Valdez e Barreto e colocou Santa Cruz e Vera. Del Bosque mandou Pedro e Fabregas ao campo nos lugares de Torres e Xabi Alonso.

Aos 37, a defesa paraguaia finalmente foi furada. Iniesta fez grande jogada pelo meio e serviu Pedro, que chutou na trave. No rebote, Villa bateu, a bola pegou duas vezes na trave e entrou. Com seu quinto gol na Copa, o atacante assumiu a artilharia isolada. Era só o segundo gol sofrido por Justo Villar na Copa.

Atrás no placar, o Paraguai teria de ir a frente. Barrios entrou em campo no lugar do volante Cáceres. Aos 43, Casillas fez milagre em chute de Roque Santa Cruz.

Ao apito do árbitro, os paraguaios choraram copiosamente em campo o fim do sonho guarani na África do Sul. O Uruguai é o único representante sul-americano no mundial. E Larissa Riquelme, assim como Maradona, não desfilará nua por Assunção.

 

 

 

 




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