Polícia faz apreensão de documentos na sede do Corinthians
Alberto Dualib é acusado de liderar quadrilha de estelionatários; rombo chega a quase meio milhão
Policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) fizeram, na tarde desta terça-feira, uma operação no Parque São Jorge em busca de documentos. Em conjunto com o Ministério Público Estadual, a operação investiga a emissão de cerca de 80 notas frias que teriam lesado as finanças do Corinthians. Entre os acusados estão o presidente Alberto Dualib e o vice Nesi Curi, que estão afastados dos cargos.
Os policiais deixaram o local carregando diversos papéis e computadores que foram apreendidos na sede corintiana. A empresa N.B.L. Serviços Contábeis é acusada de vender notas falsas e simular a prestação de serviços que nunca realizou ao time. O esquema, que aconteceu entre 2000 e 2005, pode ter deixado um rombo de R$ 436,5 mil nos cofres do Corinthians.
A operação foi comandada pela delegada Ines Cunha e acompanhada pelos promotores Reinaldo Guimarães Carneiro e Roberto Porto, que fizeram a denúncia - todos estiveram no Parque São Jorge. Momentos antes, os investigadores compareceram à sede da empresa N.B.L., localizada no bairro de Perdizes (zona oeste de São Paulo), e também apreenderam notas e documentos.
Assim como Alberto Dualib e Nesi Curi, o proprietário da N.B.L., Juraci Benedito, também é acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Em declarações aos promotores, Benedito chegou a admitir que recebeu mensalmente, durante seis anos, R$ 17 mil. Durante este período, foi comum Dualib assinar dois ou três pagamentos, de valores diferentes da empresa, no mesmo dia. Em 20 de janeiro de 2004, por exemplo, o escritório de contabilidade cobrou do clube, em três notas (248, 249, 250), três quantias diferentes: R$ 9.000,00; R$ 3.250,00; R$ 1.500,00 - total de R$ 13.750,00.
O Deic, além de ouvir os cartolas corintianos e o dono da empresa de contabilidade, vai interrogar Marcos Roberto, controlador financeiro do Corinthians levado ao clube naquela época pelas mãos do presidente Dualib, e Daniel Espíndola, seu diretor administrativo de recursos humanos.
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