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Polícia Militar promete tolerância zero com organizadas no Pacaembu

Comandante avisa que PM não aceitará que integrantes das facções tentem coagir torcedores comuns

16 de fevereiro de 2014 | 5h 00
Fábio Hecico e Raphael Ramos - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - O comandante José Balestiero Filho, do 2.º Batalhão de Choque da Polícia Militar, deu um duro recado aos chefes das organizadas para o clássico desta tarde. “No Pacaembu, agiremos com tolerância zero. Qualquer princípio de confusão será prontamente reprimido”, diz o responsável pelo policiamento dos estádios paulistas. Serão 300 homens do Choque no dérbi (normalmente são 140 escalados), 200 deles do lado de dentro do Pacaembu para tentar sustentar a paz.

Organizadas estão na mira da PM - JF Diório/Estadão
JF Diório/Estadão
Organizadas estão na mira da PM

O comandante avisou também que a PM não aceitará que os integrantes das organizadas tentem coagir os torcedores comuns, como ocorreu na última partida do Corinthians no Pacaembu, na derrota por 2 a 0 para o Bragantino.

“Não vamos permitir organizadas de intimidarem ninguém. Se não quiser incentivar o time, que permaneça quieto e deixe quem foi lá para torcer fazer o seu papel”, dispara. “Vamos nos empenhar ao máximo para que no jogo não tenhamos nenhum tipo de problema. É uma partida de risco e espero que todos tenham cabeça fria.”

Balestiero ainda orientou os seguranças que estarão espalhados pelo estádio (20 do Corinthians, além de 70 orientadores da Federação Paulista de Futebol) que evitem agir por conta própria. A ordem é acionarem os homens da Polícia Militar.

A PM trabalha com a possibilidade de 30 mil torcedores no estádio e já determinou aos seus profissionais para, ao menor sinal de tumulto, prender e encaminhar os briguentos para o Jecrim (Juizado especial do Crime) instalado no Pacaembu.

De agora em diante, a punição aos vândalos será mais severa. Quem for pego envolvido em confusão nas arquibancadas ou mesmo nas ruas será registrado e impossibilitado de acompanhar os jogos por um período mínimo de três meses. Correm até o risco de banimento do futebol. Tudo será arquivado num banco de dados da FPF em parceria com a PM.

A segurança também será reforçada nos arredores do estádio e mesmo em pontos críticos da cidade. Estações do metrô ganharão efetivo maior (Itaquera, Paulista e Clínicas são pontos de alto risco de encontro de torcedores). Assim como terminais de ônibus e a estação Osasco da CPTM.

“No estádio, temos coibido bem a violência. Mas, como São Paulo é uma cidade grande, fica difícil o monitoramento total”, diz Balestiero.

O capitão Marçal Ricardo Razuk, também do 2.º Batalhão, admite que brigas longe do estádio preocupam. “Quando o serviço de inteligência detecta alguma coisa, envia policiais. O problema é que os torcedores, quando percebem o aumento de policiamento em uma área, mudam o local e o horário da briga.”

A atenção da polícia se faz necessária após três mortes nos últimos três anos do clássico, marcado por brigas e emboscadas. O corintiano Douglas Karin Silva foi morto em 2011 e jogado no Rio Tietê. Em 2012, o palmeirense André Alves Lezo levou um tiro na cabeça na avenida Inajar de Souza e Guilherme Vinicius Jovanelli, com traumatismo craniano, morreu dias depois da briga.




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