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Por unanimidade, Corinthians coloca fim à parceria com MSI

241 conselheiros votam a favor do fim do acordo assinado em 2004. Clube diz que não paga multa de R$ 46,5 mi

24 de julho de 2007 | 22h 41
Fábio Hecico, do Estadão

A parceria entre Corinthians e MSI chegou ao fim. Isso porque o Conselho Deliberativo da equipe paulista decidiu, em reunião realizada na noite desta terça-feira no Parque São Jorge, encerrar o acordo com o fundo de investimento assinado em 2004 - o acordo iria até 2014. Por unanimidade, os 241 conselheiros presentes na votação optaram pelo rompimento com a empresa encabeçada pelo iraniano Kia Joorabchian e pelo magnata russo Boris Berezovski, ambos com prisão pedida no País pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Até mesmo o presidente do clube, Alberto Dualib, o vice-presidente, Nesi Curi, e o vice-presidente de futebol, Rubens Gomes, votaram a favor de terminar já o acordo firmado em 2004 e que terminaria em dezembro de 2014.

Resta uma questão jurídica. Pelo contrato, se o Corinthians romper o acordo tem de pagar indenização de US$ 25 milhões (cerca de R$ 46,5 milhões). "Criamos uma comissão para municiar o clube para o enfrentamento jurídico. A MSI prometeu uma carta-fiança desde o início da parceria e ela nunca veio. Vamos fazer uma auditoria e sairemos vencedores. Várias cláusulas do acordo não foram cumpridas", disse o conselheiro Romeu Tuma Júnior.

A comissão é formada por Tuma, seu relator, por Rubens Aprobbato Machado, presidente - também mandatário do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) -, e por Raul Corrêa Silva, secretário e analisará as contas e contratos do clube por 90 dias.

Em outra frente de batalha, Dualib tenta sobreviver na presidência, mas sua situação continua delicada. Em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo no dia 7 de agosto, convocada a contragosto pelo presidente do conselho, Carlos Senger - só o fez porque foi pressionado por membros da oposição -, ele vai apresentar a defesa para seus atos no comando que estão sendo contestados pelos oposicionistas e deve ser afastado preventivamente.

No dia 12, assembléia geral com participação de sócios do clube há mais de dois anos referenda ou não a decisão. Dualib está no poder há 14 anos. "Quem votar para ele ficar, tem de ser preso", disse Marlene Matheus.

O impeachment de Dualib dividiu as atenções com o posicionamento sobre a parceria com a MSI. Do lado externo do Parque São Jorge, cerca de 200 integrantes do Movimento Fora Dualib!, com batuques, camisetas, bandeiras e faixas. Eles se vestiram de prisioneiros e, algemados, iniciaram a manifestação contra Dualib. "Cadeia, cadeia, cadeia, Dualib é cadeia", começaram. Nesi Curi, e Wadih Helu, conselheiro braço direito de Dualib, também não foram poupados.



Tópicos: Corinthians, MSI

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