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Presidente do Grêmio quer expulsar torcedores racistas

03 de julho de 2009 | 20h 25
ELDER OGLIARI - Agencia Estado

Não foi só a confusão na área externa do Estádio Olímpico que constrangeu o Grêmio na noite de quinta-feira, no jogo contra o Cruzeiro, pela semifinal da Copa Libertadores. Parte da torcida imitou macacos, gritando "uh, uh, uh" quando Elicarlos, que havia acusado Maxi López de racismo no Mineirão, entrou em campo.

O presidente do clube, Duda Kroeff, que tem feito campanhas contra o racismo, prometeu fazer de tudo para identificar os torcedores. "Eu vou me empenhar para que eles nunca mais entrem no Olímpico", prometeu.

Segundo Kroeff, o clube vai disponibilizar todas as gravações feitas por suas câmeras durante o jogo à delegada Adriana da Costa. "Vamos olhar as cenas juntos e procurar identificar [quem fez gestos racistas]", prometeu Kroeff. "Se for possível, sairemos atrás do nome da pessoa". Tanto o dirigente quanto a delegada admitem, no entanto, que a tarefa é muito complicada.

Além de demonstrar que está empenhado em evitar que gestos semelhantes se repitam, Kroeff rejeita qualquer vinculação da imagem do clube com racismo. "Tem que ficar bem claro que o Grêmio rejeita esse tipo de atitude ridícula, infundada, errada", ressalta. "O Grêmio tem uma estrela em sua bandeira em homenagem a um atleta negro chamado Everaldo, não sei se outro clube no mundo tem algo semelhante".


Tópicos: Futebol, Grêmio, Racismo

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