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Robert queria silêncio após a vitória do Palmeiras no clássico

Atacante fez cinco gols nas partidas contra os times grandes neste Paulistão

15 de março de 2010 | 11h 54
Alex Sabino - Jornal da Tarde

"Agora vocês vão lá entrevistar quem ia golear a gente." A frase é de Robert, do Palmeiras. Foi dita segundos após o apito final da vitória por 4 a 3 sobre o Santos. Quando todos os repórteres presentes na Vila Belmiro esperavam para entrevistar o artilheiro do clássico, ele passou batido pelos microfones e foi se esconder no vestiário. Nem participou da saudação coletiva do elenco para os torcedores.

Robert domina a bola no clássico, onde marcou três gols - JF Diório/AE
JF Diório/AE
Robert domina a bola no clássico, onde marcou três gols

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Robert queria distância da imprensa. Só depois de muita insistência foi convencido pela assessoria a dar entrevista. "Realmente eu não queria estar aqui", confessou.

O aborrecimento foi pelas críticas recebidas nas últimas semanas. A ele mesmo, vaiado após a vitória sobre o Sertãozinho, há uma semana. Mas também para a equipe. "Não se pode dizer que o Palmeiras é igual ao Naviraiense. Quem fala um negócio desses é porque não entende nada de futebol."

Como aquela frase batida de que centroavante vive de gols é verdadeira, Robert agora tem munição contra seus inimigos. Com nove marcados, ele é um dos vice-artilheiros do Campeonato Paulista. Isso apesar de conviver desde o final do ano passado com as sucessivas tentativas da diretoria de contratar atletas que ocupariam a sua posição. Felizmente, para ele, sem sucesso.

"Gols são importantes para qualquer um da posição dele, mas ainda mais no caso do Robert. Ele se movimenta em campo, tenta (jogar), mas estava sendo vaiado", argumenta Antônio Carlos, que manteve fé em seu homem de área mesmo com a estreia de Ewerthon.

Foram lances para todos os gostos. O primeiro de cabeça, o segundo em momento oportuno, se antecipando ao zagueiro. O último gol, um rojão de fora da área, no ângulo. "Eu já passei por várias equipes, já joguei nove anos na Europa. Se estou hoje no Palmeiras é porque quero e gosto do clube". No final, ele até reconheceu que foi uma boa ter cedido aos pedidos para dar entrevista. "Nessas horas eu também tenho de aparecer um pouco."

O desafio agora é manter a regularidade. Robert sabe perfeitamente que não basta fazer três num jogo e guardar para o próximo clássico. Terá de fazer em todas as partidas daqui até o final da fase de classificação. "Se não, vão esquecer deste clássico rapidinho", disse o centroavante.

Mas para que pensar nisso agora, Robert? Após ser vaiado, quase colocado na reserva e comparado ao Naviraiense, é melhor aproveitar o momento.




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