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Tecnovelocidade

Todos os anos, a F1 apresenta alguma novidade tecnológica relevante. Em 2011, as inovações foram a 'asa móvel', o sistema kers e os pneus Pirelli

21 de novembro de 2011 | 19h 59
Livio Oricchio - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Nesta temporada, duas importantes inovações geraram enorme expectativa na F1: o uso do flap traseiro móvel, mais conhecido como 'asa móvel', e a introdução de pneus concebidos para resistirem poucas voltas, produzidos pela Pirelli.  Além dessas mudanças, este ano o sistema de recuperação de energia (kers) voltou com tudo - depois de não ser usado em 2010.  E os concorrentes da Red Bull viram, ainda, o notável carro do bicampeão Sebastian Vettel desfrutar dos gases do escapamento na geração de pressão aerodinâmica - uma das razões do seu extraordinário sucesso.  Foi copiado pela maioria, sem a mesma eficiência.

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Mas, como funcionam esses recursos, e que benefícios eles trazem às suas equipes?  Faz mais sentido começar a explicar o escapamento aerodinâmico, desenvolvido pelo projetista da Red Bull, Adrian Newey, em parceria com os engenheiros da Renault.  Eles descobriram uma forma de o motor continuar emitindo gases mesmo quando o piloto tira o pé do acelerador nas frenagens - sem, no entanto, acelerar o carro, o que aumentaria sua área de frenagem e o desestabilizaria.

Outra novidade é a possibilidade de os pilotos modificarem o ângulo do flap traseiro móvel (também conhecido como asa) para, nas retas, aumentar sua velocidade em relação ao carro da frente, com o objetivo de poder ultrapassá-lo.

Além disso, outro fator decisivo nessa história é a característica dos pneus introduzidos pela Pirelli, oposta aos utilizados no ano passado.  Em 2010, se o regulamento não exigisse uma parada nos boxes para substituir os pneus de um tipo pelo de outro, os concebidos pela Bridgestone durariam da largada à bandeirada, em muitas etapas.  Este ano, a vida útil média é de 80 quilômetros - e um GP de F1 tem 305 quilômetros.  Na maioria das provas, os pilotos realizaram três pit stops.  E esta é a expectativa de paradas também para Interlagos.

Por fim, o kers. É outro fator que entra nesta equação de tornar a manobra de vencer o concorrente à frente menos difícil, por dar ao piloto cerca de 80 cavalos extra de potência por volta.  A Red Bull, por não desenvolvê-lo no ano de estreia do recurso, em 2009, foi quem menos aproveitou esta potência extra.  A McLaren, de Jenson Button e Lewis Hamilton, a Mercedes, de Michael Schumacher e Nico Rosberg, e a Ferrari, de Fernando Alonso e Felipe Massa, são as equipes que têm o kers mais eficiente.


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