Tóquio 2016 cobra apoio do primeiro-ministro japonês
Yukio Hatoyama ainda não confirmou presença no anúncia da sede dos Jogos Olímpicos, em 2 de outubro
A campanha de Tóquio para os Jogos Olímpicos de 2016 ainda espera que o novo primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, confirme presença na cerimônia de 2 de outubro em Copenhague, onde o COI escolherá a cidade vencedora.

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A uma semana do anúncio, Tóquio 2016 só tem confirmadas as presenças do prefeito da capital japonesa, Shintaro Ishihara, que viajará sábado à Dinamarca. Um grupo de treze atletas japoneses de diversas modalidades, onze deles vencedores de medalhas de ouro olímpicas, também representará Tóquio 2016 em Copenhague junto ao presidente da candidatura, Ichiro Kono.
Kono considera no entanto "imprescindível que (Hatoyama) esteja para que a cidade possa ganhar", segundo expressou na última entrevista coletiva oferecida pela campanha, na semana passada.
A campanha se reuniu há uma semana com Yukio Hatoyama para pedir-lhe que viaje a Copenhague e o primeiro-ministro, que expressou seu apoio a Tóquio 2016, contestou que está "analisando seriamente" essa possibilidade.
As outras três candidaturas que optam aos Jogos Olímpicos de 2016, Rio de Janeiro, Madri e Chicago, se apresentarão em Copenhague com o respaldo de relevantes autoridades de seu país.
No caso de Madri, o apoio virá dos Reis da Espanha e do presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero. Enquanto, Rio de Janeiro assegurou em agosto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria em Copenhague em 2 de outubro, enquanto a primeira-dama americana, Michelle Obama, já confirmou que viajará para apoiar a candidatura de Chicago e se especula seriamente que seu marido, o presidente Barack Obama, também estaria prestes a anunciar sua ida à cerimônia.
A falta de um elevado respaldo popular foi um dos pontos fracos da candidatura de Tóquio, algo que o Comitê Olímpico Internacional (COI) assinalou em seu último relatório de avaliação.
O menor índice de apoio cidadão de Tóquio em comparação com as outras três candidatas (56 %, segundo o COI) pode somar-se agora à falta de uma representação política japonesa de alto nível em Copenhague.
O presidente do Comitê Olímpico Japonês (COJ), Tsunekazu Takeda, disse recentemente à imprensa que confia em que o novo primeiro-ministro do Japão, investido há apenas duas semanas, iria a Copenhague.
"Propus-lhe ir a Copenhague e acho que sim irá", disse Takeda ao diário esportivo japonês Sankei Sports. A campanha de Tóquio 2016 buscou há meses a assistência do príncipe herdeiro no Japão, Naruhito, à capital dinamarquesa, algo que também não foi confirmado.
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