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Torcida e polícia brigam após final, com cerca de 60 feridos

Motivo da confusão foi tentativa de invasão do estádio para comemorar o título e vários se feriram no confronto

04 de maio de 2008 | 18h 48
O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde

Nem tudo foi festa para o Palmeiras. No lado de fora do Palestra Itália a Polícia Militar teve muito trabalho para controlar alguns torcedores. Depois do apito final, uma verdadeira operação de guerra tomou conta da Rua Turiaçu. Polícia e a Mancha Alviverde, torcida uniformizada palmeirense, entraram em confronto. Cerca de 60 pessoas ficaram feridas na confusão.

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Torcedores do time, sem ingresso, tentaram invadir o estádio para fazer a "festa" após o final do jogo. Não conseguiram. O Batalhão de Choque que cuidava da segurança da partida impediu usando a força, o que causou revolta do lado de fora. Resultado: uma grande confusão. "Começaram a arremessar todo tipo de objeto", contou o tenente-coronel Carlos Botelho. Depois de alguns minutos de confronto entre torcedores e polícia, o conflito foi contido.

O promotor público Paulo Castilho vai pedir, mais uma vez, o fechamento da torcida organizada Mancha Alviverde devido à confusão de ontem. "Foi lamentável. Ficaram várias pessoas feridas, vários policiais feridos. Temos que tomar medidas drásticas", disse Castilho à Rádio Jovem Pan.

O embate entre Polícia e Mancha começou nas arquibancadas e continuou depois do jogo do lado de fora. Torcedores atiravam pedras e a polícia revidava com bombas de gás. Dentro do Palestra o maior problema aconteceu aos 22 minutos do segundo tempo, quando acenderam sinalizadores proibidos nos estádios. Na tentativa de apagá-los, policiais entraram em confronto com membros da facção e um clarão na arquibancada azul foi aberto.

FALSIFICAÇÃO

Antes da partida, o maior problema para a PM foi administrar a raiva de vários torcedores que compraram ingresso falso e não conseguiram passar pelas catracas eletrônicas. No portão da Avenida Francisco Matarazzo, duas dezenas de palmeirenses irritados cobravam explicações dos organizadores da partida. Alegavam terem comprado seus ingressos nas bilheterias do estádio, e não de cambistas.

A Polícia orientava os torcedores a darem queixa no Jecrim, o Juizado Especial Criminal instalado no estádio. "Infelizmente, não podemos liberar a entrada dessas pessoas com ingressos falsos", disse o Major Botelho, chefe do policiamento.

No total, cerca de dois mil policiais trabalharam na segurança da partida, quase um para cada um dos 2.600 torcedores da Ponte, que foram escoltados assim que entraram em São Paulo.

Os pontepretanos deram trabalho à polícia dentro do estádio. No primeiro tempo alguns torcedores entraram em confronto com a polícia mas foram contidos e um deles acabou preso.

Atualizado às 20h35 para acréscimo de informações




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