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Uruguai e França ficam no empate sem gols no segundo jogo da Copa do Mundo

Com os times na retranca, principais estrelas do jogo não conseguiram criar; Lodeiro foi expulso

11 de junho de 2010 | 17h 21
ANDRÉ AVELAR - estadão.com.br


Roberto Candia/AP

Francês Toulalan e o uruguaio Lugano trocam ofensas depois de entrada dura

SÃO PAULO - Já na sua segunda partida, a Copa do Mundo conheceu o 0 a 0. Uruguai e França não alteraram o placar do Estádio Green Point, nesta sexta-feira, 11, na Cidade do Cabo. Com os times excessivamente defensivos, o jogou ficou amarrado, sem espaços para as principais estrelas Diego Forlan e Franck Ribery.

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Mais cedo, a dona da casa África do Sul ficou no empate com o México, no jogo inaugural da Copa, disputado em Johanesburgo.

"Faltou futebol"
Do jeito que jogaram, França e Uruguai parecem ter pouca coisa a apresentar neste Mundial. A França talvez possa evoluir; o Uruguai, não vejo como, pois é bem limitado.

Além de uma boa estreia no Mundial, apagar a má impressão deixada nas Eliminatórias também estava em jogo. O Uruguai foi o último a carimbar seu passaporte para a África, depois de uma sofrida repescagem contra a modesta Costa Rica. Do outro lado, a "mãozinha" do atacante Thierry Henry contra a Irlanda pesa até hoje nas costas dos atuais vice-campeões.

Vontade e tradição. "Les Bleus" chegavam na base da força. Apesar do craque do time Franck Ribery atuar isolado pelo lado esquerdo do campo, conseguiu criar boas chances de gol. Na primeira delas, Govou não alcançou a bola. Logo depois, o próprio meia atacante do Bayern de Munique arriscou direto e exigiu grande defesa de Muslera.

"Equilíbrio ou ruindade?"
Talvez o A seja mesmo o temido “grupo da morte”, tão falado em qualquer sorteio de grandes competições. Seja pelo equilíbrio seja pela ruindade mesmo das seleções.

A "Celeste" demorou a chegar. Chance de efeito mesmo, somente nos pés de Diego Forlan. Quando não serviu o companheiro de ataque Suárez, foi eficiente no chute de média distância.

Na volta do intervalo, já com a ansiedade dos primeiros minutos superada, a esperança era de chances mais claras de gols. Não foi o que aconteceu. O jogo, inclusive, ganhou faltas duras de parte a parte. O francês Toulalan levantou o uruguaio Pereira. O meio capitão, meio xerife, Lugano chegou e aumentou a confusão. Depois de outra entrada violenta, Lodeiro foi expulso de campo.

 Uruguai URUGUAI 0
Muslera; Vicotrino    , Lugano    , Godin, Maxi Pereira; Diego Pérez (Eguren), Arévalo, Rios, Álvaro Pereira, Ignácio Gonzalez (Lodeiro)    ; Suárez (Sebastian Abreu) e Forlán.
Técnico: Oscar Tabárez
 França FRANÇA 0
Lloris; Sagna, Gallas, Abidal, Evra    ; Gourcuff (Malouda), Toulalan    , Diaby, Govou (Gignac); Anelka (Henry) e Ribéry    .
Técnico: Raymond Domenech
Árbitro: Yuichi Nishimura (JAP)
Estádio: Green Point, Cidade do Cabo

O jogo começou a criar ares de mudanças com as entradas de Henry e outro bastante conhecido dos brasileiros, especialmente dos botafoguenses: Sebastian "El Loco" Abreu. Trombou demais com os zagueiros adversários e pouco tocou na bola - também salvou de cabeça uma falta perigosa no último minuto.

Com a vantagem de um jogador, os franceses se arriscaram ainda mais ao ataque. Pelas coincidências do futebol, Henry chegou a reclamar de um toque de mão dentro da área do Uruguai. O árbitro nada marcou e partida terminou sem alterar o placar.




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