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Uruguai vence e silencia as vuvuzelas da África do Sul

Diego Forlán e Álvaro Pereira marcam e complicam a situação dos anfitriões na Copa 2010

16 de junho de 2010 | 17h 26
ANDRÉ AVELAR - estadão.com.br


Dylan Martinez/Reuters

SÃO PAULO - A empolgação da África do Sul foi embora nesta quarta-feira, 16, no Loftus Versfeld, em Pretória. Na abertura da segunda rodada da Copa 2010, a seleção da casa perdeu por 3 a 0 para o Uruguai e agora vê sua classificação às oitavas de final ficar complicada. Autor dos gols, Diego Forlán é o nome do pesadelo dos anfitriões. Álvaro Pereira marcou o terceiro gol. De quebra, o goleiro Khune recebeu o cartão vermelho.


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"Silêncio das vuvuzelas"
A África mostrou no primeiro tempo que assimilou bem o estilo de Parreira. Bola prá lá, bola prá cá e…nada.

Com a derrota, os anfitriões seguem com apenas um ponto na competição, enquanto os uruguaios vão a quatro. Para piorar a situação dos anfitriões, França e México ainda jogam pelo Grupo A. Na última rodada, os sul-africanos enfrentam os atuais vice-campeões do mundo precisando de uma vitória e uma combinação de resultados.

"África desconfiada"
A primeira Copa do Mundo na África pode reservar também a primeira eliminação de um anfitrião na primeira fase.

13 minutos. Esse foi o tempo que demorou a seleção de Carlos Alberto Parreira para dar o primeiro chute a gol. Depois de tanto rodar a bola no meio-campo, como tanto gosta o seu técnico, Tshabalala resolveu tomar a iniciativa. Autor do gol no primeiro jogo, ele arriscou sem sucesso. No lance seguinte, mandou ainda mais distante da meta defendida por Muslera, que sequer sujou o uniforme na etapa inicial.

Vuvuzelas em silêncio. Mas foi o uruguaio Forlán que mostrou como se faz. Estrela do time, ele mandou de fora da área e contou com um desvio no ombro do zagueiro Mokoena para abrir o placar. Foi o primeiro gol da sua seleção na Copa.

 Os números

4

Foram os chutes em gol de Diego Forlán. Além do tento marcado, o craque da partida eleito pela Fifa distribuiu ainda outros 42 passes. Acabou como o artilheiro e o garçom.

A partir daí, a equipe Celeste cresceu ainda mais. A pressão sentida pelos Bafana Bafana era visível e acabou dando espaço para os três atacantes adversários. Além de Forlán, Cavani e Luis Suárez também criavam chances de perigo.

Para a etapa complementar, Parreira bem que tentou mudar de lado a sorte da partida. O problema estava mesmo no banco de reservas. Os jogadores dependiam demais da empolgação vinda das arquibancadas para conseguir um resultado melhor. Continuaram a tocar a bola, sem finalizar em gol. O time nem de longe era o mesmo do empate na estreia.

 ÁFRICA DO SUL 0
Khune    ; Gaxa, Khumalo, Mokoena, Masilela; Letsholonyane (Moriri), Dikgacoi    , Tshabalala, Modise; Pienaar     (Josephs) e Mphela
Técnico: Carlos Alberto Parreira
 URUGUAI 3
Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín, Fucile (Álvaro Fernandez); Diego Pérez (Gargano), Arévalo, Álvaro Pereira; Forlán, Cavani (Sebastian Fernandez) e Luis Suárez
Técnico: Óscar Tabárez
Gols: Diego Forlán, aos 24 minutos do 1.º Tempo. Diego Forlán, aos 36; Álvaro Pereira, aos 48 minutos do 2.º Tempo.
Árbitro: Massimo Busacca (SUI)
Estádio: Loftus Versfeld, em Pretoria

Sem tomar conhecimento dos anfitriões, o Uruguai continuou atacando. Luis Suárez não parou de infernizar os zagueiros - tanto que até teve a boca cortada por um deles. De quebra, o atacante sofreu um pênalti que originou a expulsão do goleiro Khune. Na cobrança, Forlan bateu firme no alto, sem chance para o substituto Josephs.

A reação do estádio não era esperada antes do início da primeira Copa realizada em solo africano. Depois do gol, os torcedores começaram a deixar o Loftus Versfeld. Já nos minutos finais, Álvaro Pereira aproveitou cobrança de escanteio para decretar a derrota.

Não tinha mais jeito. A África saiu derrota e Parreira segue sem vencer em Mundiais com uma seleção que não seja a brasileira. O Uruguai voltou a vencer na competição depois de 1990 - ficou fora em 94 e 98.


Ivan Sekretarev/AP

 

 

 

 




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