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Vanderlei Luxemburgo acusa Mancha Alviverde de agressão

Técnico do Palmeiras fala com exclusividade sobre a confusão em Congonhas e diz que foi vítima de covardia

15 de novembro de 2008 | 1h 13
Sílvio Barsetti, Amanda Romanelli e Bruno Deiro - O Estado de S. Paulo

A aparente e frágil tranqüilidade dos últimos dias no Palmeiras foi quebrada na noite desta sexta-feira, pouco mais de uma hora antes do embarque do time para o Rio, onde a equipe enfrenta o Flamengo, neste domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Um grupo formado por cerca de 20 integrantes da torcida organizada Mancha Alviverde encurralou a delegação palmeirense no saguão central do Aeroporto de Congonhas por volta das 21 horas. Mas o alvo principal era Vanderlei Luxemburgo.

 

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Em entrevista exclusiva ao Estado, na chegada ao Rio, o treinador disse ter sido agredido. "Foi uma covardia do pessoal da Mancha", afirmou, nervoso. "Fui agredido, registrei queixa na delegacia e passei por exame de corpo de delito." Luxemburgo mostrou o inchaço em seu cotovelo e algumas manchas. "Identifiquei o André [Guerra, presidente da torcida] e o Leandro, entre outros diretores da Mancha."

 

Um representante da Mancha, que não quis se identificar, rebateu a versão do treinador e disse que quem agrediu primeiro foi Luxemburgo. De acordo com o integrante, a diretoria da torcida já pediu aos responsáveis pelo circuito interno de monitoramento do Aeroporto de Congonhas as fitas com as imagens do confronto.

 

A torcida organizada foi cobrar o técnico pelos maus resultados recentes - sobre tudo a derrota para o Grêmio por 1 a 0 no domingo -, mas Luxemburgo teria se negado a dar explicações. Segundo a assessoria de imprensa do Palmeiras, houve troca de empurrões entre seguranças do clube e manifestantes até a chegada da Polícia Civil, que confirmou a briga e contou ter usado uma bomba de efeito moral para acalmar os ânimos. Segundo assessores do clube, o técnico chegou antes do restante da delegação e encaminhou-se à sala de embarque. Os jogadores e a comissão técnica conseguiram pegar o avião, enfim, às 22 horas. "Tive de chamar alguns policiais amigos meus", comentou o comandante palmeirense.

 

Bastante irritado, Luxemburgo garantiu, ainda, que vai levar o caso adiante. "Quero levar o caso ao Ministério Público e vou pedir proteção especial para mim e para minha família", declarou. "O Paulo Serdan [ex-presidente e um dos mais influentes dirigentes da Mancha] já havia ligado para o clube e avisado que isso aconteceria", prosseguiu. "Mas não tive medo e enfrentei essa gente. A partir de agora qualquer coisa que ocorrer comigo será culpa da Mancha." O Estado tentou contato com Serdan, mas não o localizou.

 

Prevendo confusão, o Palmeiras cancelou o treino que seria realizado neste sábado pela manhã no CT do clube e antecipou a viagem para a capital fluminense - não esperava que a Mancha fosse ao aeroporto.




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