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Vice demite técnico sem consultar presidente do Corinthians

Antoine Gebran nega, na entrevista coletiva, que já tenha um técnico em mente, mas Mário Sérgio é cogitado

25 de agosto de 2007 | 21h 42
Cosme Rímoli - Jornal da Tarde

Antoine Gebran, novo vice-presidente de Futebol do Corinthians - aceitou o cargo na sexta-feira à noite, fez a vontade da torcida uniformizada Gaviões da Fiel. Paulo Cezar Carpegiani pagou caro por ter escancarado o time para enfrentar o melhor ataque do Brasileirão. Mário Sérgio, do Figueirense, é o favorito para substituí-lo.

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A campanha foi péssima do agora ex-técnico: seis vitórias, nove empates e oito derrotas. Deixou a equipe na 13.ª colocação do Brasileiro. "Só quero dizer que perdemos para uma das melhores equipes do futebol brasileiro", afirmou.

"Eu conversei com o Carpegiani. Nós, corintianos, não estamos acostumados com derrota. Conversei e ele entendeu. Não esperava que o meu primeiro ato fosse esse. Mas não tive outra alternativa. Tomei a atitude sem conversar com o presidente Clodomil Orsi. A decisão foi minha", disse Gebran.

"A princípio não pensei em Mário Sérgio", disse, sem convicção. Mas Gebran adora o treinador do Figueirense. "Estava faltando garra. O time estava embolado. Eu tinha de fazer alguma coisa", completou o dirigente.

A grande maioria dos atletas saiu por uma porta lateral. Faltou coragem para dar entrevista. "Não dá para falar outra coisa: estou envergonhado. Fica difícil jogar assim no Corinthians. Falei no intervalo que iríamos perder tomando muitos gols. Foi o que aconteceu. Tem gente que não tem condição de jogar no Corinthians. A verdade é essa", desabafou Felipe, um dos únicos poupados pela torcida.

"Eu fico feliz pelo reconhecimento ao meu trabalho, mas não consigo fazer gols. Cada um faz o que pode", completou o goleiro, outra vez não poupando os companheiro. "Foi duro. O Cruzeiro foi melhor do que a gente durante toda a partida. Perder no Pacaembu desse jeito é duro", disse Gustavo Nery.

Ofensas

Para falta de sorte de Carpegiani, o Pacaembu estava lotado por causa da promoção de uma empresa alimentícia. Os torcedores não perdoaram o treinador a cada gol que o time tomava. Os corintianos se empurravam para ficar no alambrado mais próximo do técnico. "O Carpegiani ficou três meses e o time não conseguiu render", disse Vampeta.




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