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Violência entre torcidas mancha última rodada do Campeonato Brasileiro

Briga entre facções de Atlético Paranaense e Vasco deixa quatro feridos com gravidade e por pouco não provoca mortes dentro do estádio

08 de dezembro de 2013 | 17h 37
O Estado de S. Paulo

JOINVILLE - Atualizado às 10h25 - Cenas de vandalismo e de violência brutal mancharam a imagem do país do futebol, que vai ser sede em 2014 da Copa do Mundo. Torcedores do Atlético-PR e do Vasco se enfrentaram neste domingo na arquibancada da Arena Joinville e quatro deles ficaram feridos com gravidade. Seis torcedores foram detidos e serão indiciados por tentativa de homicídio.

Por pouco, não houve uma tragédia. As imagens mostradas pela TV e espalhadas em minutos por todo o mundo levaram ao desespero os atletas dos dois times. Rapazes eram pisoteados e linchados por rivais; outros, já desacordados, recebiam chutes no rosto e por todo o corpo. Houve também quem aplicasse com barras de ferro golpes em pessoas já caídas e sem condições de se defender.

Não havia policiais militares na arquibancada. A segurança no local cabia a agentes privados contratados pelo Atlético.

O confronto teve início aos 17 minutos de jogo - vencido pelo Atlético-PR por 5 a 1, o que rebaixou o Vasco à Serie B. Grupos de torcedores se aproximaram de uma área "neutra" do estádio, onde não havia público, para começar a briga.

No mesmo instante, os atletas deixaram a bola de lado e correram para próximo do local em que centenas de torcedores começavam a trocar socos e pontapés. O apelo maior partiu de jogadores do Atlético.

Na sequência, "torcedores" do Atlético encurralaram os do Vasco. Havia focos isolados de agressões, quando um torcedor do outro clube era capturado. Iniciava-se assim uma sessão de linchamento transmitida ao vivo pela TV.

A partida ficou interrompida por 61 minutos. O auge da confusão durou quase dez minutos, até a intervenção de policiais militares munidos de armas que disparavam balas de borracha.

Em meio ao conflito, podiam-se ver pais abraçando filhos pequenos, crianças, em busca de abrigo. Um helicóptero posou no gramado para socorrer William Batista, de 19 anos, que sofreu uma leve fratura no crânio. Mesmo que não corra risco de morte, o torcedor ainda não tem prazo para ser liberado.

Além dele, os outros três atendidos foram encaminhados ao Hospital São José, em Joinville. Estevão Vianna, 24 anos, e Gabriel Ferreira Vitael, 29 anos, ambos com várias lesões e pancadas na cabeça, já estão conscientes e devem ser liberados na tarde desta segunda-feira. Diogo Cordeiro da Costa sofreu cortes e hematomas, mas foi liberado às 20h35 do domingo. De acordo com o diretor de Unidade Técnica do hospital, Franco Haritch, nenhum dos torcedores corre risco de morte.

Três torcedores vascaínos foram detidos: Jonathan Santos, 29 anos, Arthur Barcelos de Lima Ferreira, 26, e Leone Mendes da Silva, 23 anos. Ele estava escondido no banheiro de um ônibus da torcida, que já deixava a cidade. Leone era quem segurava um artefato com um parafuso na extremidade e atacava um torcedor desacordado. Pelo lado do Atlético, três torcedores também foram presos, porém seus nomes não foram divulgados. Todos eles serão indiciados por tentativa de homicídio.

Em entrevista à Rádio Estadão, a porta-voz do Comando Geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Claudete Lahmkuhl, criticou a empresa responsável pela segurança da partida. "Nós tivemos toda a Copa das Confederações realizada dessa maneira (sem policiamento dentro dos estádios) e não houve nenhum incidente dentro do campo. Aqui no Brasil é que ainda se tem esse entendimento de que deve ser realizado pelas polícias militares. O ideal é que nesses casos a empresa de iniciativa privada fosse uma empresa mais bem preparada", afirmou.

O clima de animosidade entre as duas torcidas teve início fora da Arena de Joinville, onde houve os primeiros confrontos. O jogo em Joinville se deu por causa da perda de mando de campo do Atlético-PR, em razão de distúrbios provocados por sua torcida no jogo com o Coritiba em 6 de outubro.

Durante a paralisação, o Vasco insistiu com o árbitro Ricardo Ribeiro que a partida não fosse reiniciada. O Atlético, que já vencia por 1 a 0, pressionou no sentido contrário. Com a ocupação da arquibancada por mais PMs, pôde-se ver um pouco de futebol. O resultado classificou o Atlético à Libertadores.






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