Vôlei masculino: o último ato de uma geração vitoriosa
Giba e Serginho, se convocados por Bernardinho, vão fazer em Londres a última olimpíada da carreira
SÃO PAULO - A lista de convocados para a Olimpíada de Londres só deverá ser divulgada pelo técnico Bernardinho às vésperas da competição, mas tudo conspira (salvo algum problema de contusão) para a despedida de pelo menos dois jogadores que, mesmo ainda na ativa, já podem ser considerados históricos para a seleção brasileira: o ponta Giba e o líbero Serginho.

A dupla, que pode contar com a presença do meio de rede Gustavo (retornou recentemente à seleção) e do central Rodrigão, é composta dos últimos remanescentes do time que marcou a era mais vitoriosa do vôlei brasileiro. Os números impressionam: uma medalha de ouro (2004) e outra de prata (2008) em olimpíadas, três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010) e nada menos do que oito conquistas da Liga Mundial (de 2001 a 2007, 2009 e 2010).
Giba já figura entre os maiores atletas da história do vôlei e, em Londres, sua despedida, terá a chance de conquistar uma marca já alcançada por outros brasileiros, mas que ainda lhe falta: a de bicampeão olímpico. No País, apenas o levantador Maurício e o ponta Giovane podem ostentar dois ouros no currículo e, assim como eles, Giba pode ajudar a manter abertas, para o Brasil, as portas da vitória nas principais competições internacionais. Até Londres, o desafio é ficar longe das contusões para não comprometer o ritmo de jogo.
O mesmo vale para Serginho. Apesar de sua constante luta contra os limites do corpo que já lhe levaram a uma cirurgia na coluna, o jogador continua soberano em sua posição. Seus prováveis sucessores, como Mário Júnior, não escondem a dificuldade que é manter o mesmo nível de desempenho vestindo a camisa da seleção brasileira.
RITUAL DE PASSAGEM
A Olimpíada vai marcar a “passagem de bastão” definitiva entre duas gerações. Se tudo ocorrer conforme o previsto, Giba e Serginho se despedem para dar lugar ao grupo que deverá ter como protagonistas Murilo, Bruno, Dante (este um intermediário entre as duas gerações), Lucas e Leandro Vissotto.
Depois de Londres, a responsabilidade de manter o vôlei brasileiro entre os tops, que não é pequena, será toda deles, sob o comando do técnico Bernardinho. Com uma pressão extra e desconhecida de qualquer atleta do País: a de disputar a Olimpíada em casa, no Rio, em 2016.
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