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Olimpíada: Vôlei e Ginástica

Vôlei masculino: Preparação curta, maior concorrência

Bernardinho lamenta a dificuldade para deixar seleção pronta e admite que não dá mais para falar em hegemonia

20 de janeiro de 2012 | 2h 20
Tiago Rogero e Valéria Zukeran - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Apesar da classificação antecipada, obtida na Copa do Mundo no ano passado, o tempo deverá ser o pior inimigo da preparação da seleção brasileira masculina de vôlei para a Olimpíada de Londres. Bernardinho não esconde sua preocupação com o fato de que o grupo será lapidado durante as competições do primeiro semestre da temporada.

Bernardinho lamenta não ter o tempo nessesário de preparação - Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE
Bernardinho lamenta não ter o tempo nessesário de preparação

“Infelizmente, não vamos ter o tempo que precisaríamos e desejaríamos. Temos a Liga Mundial, vamos ter de jogá-la pensando em recuperar atletas, colocá-los em condições de jogo. A Superliga acaba muito próximo aos Jogos, são menos de três meses de preparação, então acho que o planejamento - o que temos de possibilidades - preocupa, porque não teremos as condições ideais para que pudéssemos chegar melhor a Londres”, avalia Bernardinho.

A tensão não é sem motivo. No último ano, o time foi segundo na Liga Mundial, terceiro na Copa do Mundo ou seja, a concorrência está mais forte. “Continuamos com essa condição de brigar com as melhores equipes, mas não somos, obviamente, hegemônicos ou imbatíveis. Vamos continuar trabalhando, em condições de brigar por medalha, mas existem, hoje, no voleibol, cinco, seis, sete equipes em condições de brigar pelo ouro.”

A solução, segundo ele, vai ser dosar as forças. “Vamos ter de abrir mão de algumas situações em competições, colocar os jogadores para se recuperar, malhar, treinar à parte, para que possamos chegar a Londres com a equipe completa e sã fisicamente”, explica Bernardinho. Jogadores com condições físicas limitadas, como Serginho, terão tratamento especial. “Mas nem por isso ele não vai dar os 100% que a condição física dele permite, essa é a ideia.”

O técnico garante que a tensão interna entre jogadores e comissão técnica não é uma preocupação. “O pessoal gosta muito de, depois de tantos anos, achar alguma coisa (negativa). E o que vende é isso. E aí tem uma briga, em uma família que convive há tanto tempo, você acha que não vai ter? Só há cobrança e discussão em ambiente de confiança, então a confiança é total, acreditamos uns nos outros, sabemos que vamos chegar lá.”


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