Wanderlei muda visual para o reality show brasileiro do UFC
Combate decide paredão do reality show para ver quem fica na casa. Atração começa em março
SÃO PAULO - O reality show The Ultimate Fighter (TUF), uma casa de lutadores que decidem a eliminação dentro do octógono, será realizado pela primeira vez no Brasil. O experiente Wanderlei Silva comandará uma equipe - do outro lado estará Vitor Belfort - e já pensou até em um novo visual para aparecer na televisão aberta (a Globo vai transmitir a partir de 25 de março). "Até coloquei um chapéu e vou comprar uma roupas novas", brinca Wanderlei. "Temos de mostrar no programa como realmente é feito o treinamento, mas tem de ser você mesmo ali."
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Ele mora em Las Vegas há cinco anos e não vê a hora de treinar os lutadores, que passaram por uma rígida seleção. Ele sabe que o novo Wanderlei Silva pode surgir no evento. "Ele pode estar aí fora. São 328 inscritos para ficarem apenas 32. E depois ficam 16. O nível desta edição deverá ser um do maiores. É o primeiro TUF fora dos Estados Unidos e estamos em um país que tem a melhor qualidade de atletas do mundo", diz.
Aos 35 anos, ele entende que o fim do seu ciclo no UFC está próximo, mas não pensa em largar as luvas tão cedo. "Estou dando um couro na rapaziada de 23 anos. As marcas que tenho no corpo são como troféus", garante o lutador, que venceu Cung Le por nocaute no UFC 139, em novembro, e ganhou a chance de continuar no evento - em junho, vai enfrentar Vitor Belfort, na final do TUF, na edição que será realizada no Estádio do Morumbi, em São Paulo.
Com uma carreira vitoriosa, Wanderlei é tratado como ídolo em muitas partes do mundo. "Em Toronto sou mais popular do que em Curitiba", afirma, sobre sua cidade natal. Também garante que não está agora no MMA por mais dinheiro. "Fiz um pé de meia, acho que já poderia estar aposentado há cinco anos. Eu tenho reservas para poder parar quando quiser. Mas meu corpo está aguentando."
Como muitos que se arriscam no MMA (artes marciais mistas, da sigla em inglês), Wanderlei teve adversários muito difíceis na sua adolescência. "Venho de família humilde, fiz minha vida toda com o esporte, numa época que não tinha patrocinador e precisava lidar com o preconceito." Justamente por saber o caminho das pedras, sonha em fazer um trabalho social para jovens carentes no futuro.
"Quero ter uma academia toda de graça. Perdemos muitos talentos porque eles não têm condições de pagar R$ 50 de mensalidade em uma academia. Eu sei o que é isso porque eu também não tinha. Cheguei a ajudar na limpeza da academia, fazia outras coisas, tudo para poder treinar", revela.
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