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25 de Março tem o m² mais caro que a Oscar Freire

05 de outubro de 2013 | 9h 01
ADRIANA FERRAZ - Agência Estado

Manter um negócio na rua comercial mais popular de São Paulo está cada vez mais caro. Nos últimos quatro anos, o valor venal máximo do metro quadrado de um terreno localizado na 25 de Março passou de R$ 5.292 para R$ 12 mil, de acordo com a Planta Genérica de Valores (PGV) proposta pela Prefeitura. Mais caro que o da luxuosa Rua Oscar Freire, nos Jardins, onde o valor chega a R$ 8.396 - em 2009, esse patamar era de R$ 3.547.

Alugar uma loja na 25 de Março requer um investimento mínimo de R$ 35 mil por mês, segundo a associação de lojistas. Já o ponto chega a valer R$ 1 milhão.

Elaborada pela gestão de Fernando Haddad (PT) para servir como base do reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a partir de 2014, a atualização da PGV indica ainda que os preços por metro quadrado praticados em outros dois endereços de comércio já passam de R$ 10 mil. É o caso da Rua Santa Ifigênia, também no centro, e da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, nos Jardins, zona sul. Especializada em artigos de decoração, a alameda é uma das mais valorizadas da capital, alcançando R$ 10.934 por metro quadrado.

Os preços registrados na Rua José Paulino, que também vende roupas, mas de apelo popular, são semelhantes. Segundo a Prefeitura, um comerciante interessado em abrir uma loja na via paga, no mínimo, R$ 6.853 e, no máximo, R$ 8.450.

As diferenças registradas na mesma rua são explicadas pela altura em que se localiza o terreno. A proximidade com a esquina, com uma estação de metrô, um mercado ou até uma área degradada definem o preço.

Mas, segundo especialistas, o valor venal de um metro quadrado é pelo menos 30% inferior ao praticado pelo mercado. A defasagem entre as duas realidades justifica o reajuste do imposto almejado pela Prefeitura em 2014 - o projeto de lei que prevê aumento de até 45% no caso de imóveis comerciais terá de ser aprovado na Câmara Municipal. Se receber o aval dos vereadores, a arrecadação pode crescer 24%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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