A favorita da América

Elvis Presley era devotado ao produto, como quase todo bom americano: os EUA consomem a peanut butter às toneladas. Presente no café da manhã e no lanche, a pasta agora é item da alta gastronomia, como mostra o chef Sam Mason, de Nova York

Michelle Alves de Lima, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2008 | 04h54

Desde que o dr. Kellog adotou a pasta de amendoim (peanut butter) na dieta de seus pacientes em Battle Creek, no fim do século 19, ela virou uma mania e hoje representa metade do destino dado aos amendoins nos EUA (o restante vai para óleo de cozinha, salgadinhos e combustível). Embora só tenha chegado ao país com os escravos que o trouxeram da África, o amendoim virou item essencial da dieta popular, chegou a eleger um presidente (Jimmy Carter, fazendeiro de amendoim na Geórgia) e batizou uma das mais populares tiras de quadrinhos, Peanuts (de Charlie Brown e Snoopy, criados por Charles Schulz). A pasta de amendoim ganhou fama por ser obrigatória no sanduíche predileto de Elvis Presley, uma mistura do ingrediente com banana e bacon, envolvidos por duas fatias de pão. A pasta faz parte da infância de qualquer americano (não alérgico, claro), consumida de várias formas: pura, por cima de panqueca ou waffles, com frutas (fica ótima com maçã), com chocolate... enfim, basta ter criatividade - e um pote à mão.

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