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Abraji critica prisão de repórter em desocupação no Rio

FÁBIO GRELLET - Agência Estado

11 Abril 2014 | 18h 37

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) condenou a prisão do repórter Bruno Amorim, do jornal O Globo, durante a reintegração de posse o prédio da companhia telefônica Oi no bairro do Engenho Novo, zona norte do Rio de Janeiro. "A ação violenta contra a imprensa" é um "desserviço" e um ataque "ao direito à informação de toda a sociedade", afirma a entidade.

"A polícia do Rio já havia ameaçado jornalistas no começo da reintegração de posse", diz a nota. Segundo a Abraji, manifestantes que resistiam à desocupação também atacaram a imprensa, tentando destruir veículos da TV Globo, do SBT e da Record.

O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio também criticou a postura da polícia. Segundo nota da entidade, "outros jornalistas também foram ameaçados, agredidos e alvos de bombas lançadas de um helicóptero por PMs. Carros de imprensa foram depredados por manifestantes, em atitude que também repudiamos", afirma o Sindicato.

"Em defesa dos interesses coletivos e individuais da nossa categoria, o Sindicato exige que o governo e as autoridades de Segurança Pública do Estado do Rio garantam o fim dessa política de perseguições e ataques de PMs contra os jornalistas. Estudamos as medidas cabíveis para responsabilizar o Estado", conclui.