Acordo de paz exige nova abordagem, diz Netanyahu
Um acordo de paz com os palestinos exigirá uma nova e criativa abordagem a questões que não puderam ser resolvidas no passado, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no domingo.
Netanyahu, que acaba de voltar de uma viagem a Washington para um encontro com o presidente palestino Mahmoud Abbas no qual os dois líderes concordaram em chegar a um acordo base dentro de um ano, não deu indicações sobre novas ideias que possa ter em mente.
As negociações de paz, que foram reiniciadas na quinta-feira em meio ao ceticismo em Israel e nos territórios palestinos, já enfrentarão um obstáculo logo no começo pois uma moratória na construção de novas residências de israelenses em territórios palestinos vence no dia 26 de setembro.
Netanyahu tem resistido à idéia de estender a moratória e Abbas tem ameaçado desistir das negociações se a construção de novas casas na região continuar. Os palestinos veem a construção de casas nos territórios ocupados na guerra de 1967 como obstáculo à criação do Estado que eles desejam.
Para as negociações terem sucesso, "teremos de aprender as lições dos 17 anos de experiência em negociações de paz e pensar com criatividade", disse Netanyahu a repórteres numa sessão ministerial, referindo-se ao processo de paz que começou com um acordo interino em Oslo em 1993.
"Para conseguir chegar a soluções práticas, teremos de pensar em novas soluções para problemas antigos. Acho que é possível."
Numa entrevista à TV palestina, Abbas disse que as negociações primeiro vão se concentrar nas questões de fronteiras e segurança. Isso inclui o futuro de novas construções nos territórios palestinos e a exigência de Israel de que um Estado palestino independente não represente uma ameaça militar ao país judeu.
"Se houver avanço nessas duas questões, acho que as negociações continuarão e, se não houver avanço e Israel insistir em voltar a construir, acho que a situação ficará muito difícil", disse Abbas.
Abbas e Netanyahu devem se encontrar no Egito nos dias 14 e 15 de setembro para sessões de negociação em que também deve estar presente a secretária de Estado americana Hillary Clinton.
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