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Advogado convenceu acusado a suspender fuga

MARCELO GOMES - Agência Estado

12 Fevereiro 2014 | 12h 40

O plano de fuga do auxiliar de limpeza Caio Silva de Souza, de 22 anos, começou a ser descoberto na segunda-feira, 12, depois que a Polícia Civil do Rio apurou que naquele dia ele havia comprado na Rodoviária Novo Rio uma passagem de ônibus para Ipu, no Ceará, cidade onde moram seus avós paternos. A

A fuga teve início poucas horas depois do advogado Jonas Tadeu Nunes, que até então defendia apenas o tatuador Fabio Raposo, confirmar ter entregue à 17.a DP (São Cristóvão, zona norte) a identificação de Caio. Na noite de segunda, Caio teve a prisão temporária por 30 dias decretada pelo plantão judiciário. No domingo, Raposo acusou Caio de ter acendido o rojão que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes.

Segundo o delegado Maurício Luciano de Almeida, que efetuou a prisão de Caio, foi o advogado que convenceu o rapaz a abandonar o plano de fuga no meio do caminho. O rapaz acabou se hospedando num pequeno quarto de uma pousada na cidade baiana Feira de Santana, onde foi preso pouco depois das 3h desta quarta.

"Vizinhos de Caio em Nilópolis (na Baixada Fluminense) disseram que Caio, o pai e a madrasta dele deixaram a casa na segunda de manhã. Caio estava com uma mochila", disse o delegado. Depois de preso, Caio disse informalmente que precisou vender um celular para comprar a passagem de ônibus.