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Aécio diz que estará no 2º turno, mas não sabe se Dilma estará

REUTERS

21 Agosto 2014 | 21h 19

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, garantiu nesta quinta-feira que estará no segundo turno da eleição presidencial, mas colocou em dúvida a presença da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, na segunda rodada de votação.

Apesar da confiança do tucano, pesquisa do Datafolha divulgada na segunda-feira mostrou liderança de Dilma com 36 por cento das intenções de voto, seguida por Marina Silva (PSB) com 21 por cento e de Aécio com 20 por cento.

"O nosso adversário é o governo do PT, e quem vai estar no segundo turno somos nós. Não sei se o PT estará. Mas nós estaremos no segundo turno e vamos vencer as eleições", assegurou Aécio no Rio Grande do Norte, onde visitou uma fábrica em Extremoz, região metropolitana da capital Natal.

Marina foi oficializada como presidenciável do PSB após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo na semana passada. Pelos números do Datafolha, a entrada da ex-senadora na disputa coloca em risco a presença de Aécio no segundo turno, o que certo quando Campos era o candidato socialista.

O último Datafolha antes da morte de Campos mostrava o candidato do PSB com apenas 8 por cento das intenções de voto, enquanto Aécio tinha 20 por cento e Dilma 36 por cento.

Nesta quinta-feira, o tucano retomou seu périplo pelo Nordeste, interrompido na quarta-feira da semana passada por causa da morte de Campos.

Numa região onde há grande número de beneficiados por programas sociais do governo federal, Aécio prometeu ampliar esses programas se vencer as eleições.

"O que se faz hoje para as populações de mais baixa renda do país é muito pouco em relação aquilo que o meu governo vai fazer", prometeu.

Aécio também voltou a defender uma política específica de desenvolvimento para o Nordeste e disse que no sábado lançará um programa para a região chamado de Nordeste Forte.

"É preciso que haja planejamento, sim, e estímulos diferenciados para empresas que estejam localizadas nas regiões que não são as mais desenvolvidas no país, desde que tenha um compromisso com a inovação, desde que tenha um compromisso com a empregabilidade e com a competitividade", defendeu.

(Por Eduardo Simões)