Aldo aceita ser vice de Marta e acordo está quase fechado
Decisão foi tomada em reunião do 'bloquinho'; deputado deu sinal verde para continuar discussão com PT
O deputado Aldo Rebelo (PCdoB) aceitou nesta quinta-feira a indicação de vice na chapa de Marta Suplicy , pré-candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, e até o início da semana que vem o acordo deve estar fechado. A decisão foi tomada em reunião do bloco de esquerda --formado por PCdoB, PSB e PDT -- com Aldo na capital paulista. O deputado pretendia sair como candidato. "Conversamos com Aldo e ele deu sinal verde para continuar a discussão com o PT", disse Julia Roland, presidente do diretório municipal do PCdoB.
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Marta, que ainda não fechou coligações, deve ganhar cerca de quatro minutos em cada bloco do horário eleitoral gratuito da TV, somando 7 minutos.
Na quarta-feira à noite, o bloco levou ao presidente do PT municipal, vereador José Américo, as demandas para garantir o apoio. Além da vice para Aldo, as siglas querem criar um conselho político para garantir participação na condução e debater itens do programa de governo, como educação e transporte.
Na sexta, os partidos se reúnem novamente com o PT e Julia Roland prevê que a decisão saia até terça.
Interferência de Lula
O acordo entre o bloco de esquerda e o PT começou a ser costurado na terça-feira, em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes do PT, PCdoB, PSB e PDT. Lula defendeu uma união de forças entre os partidos, sobretudo em cidades importantes como São Paulo.
Os integrantes do bloco cobraram mais reciprocidade do PT, e o PCdoB pediu o apoio petista no Rio à candidatura de Jandira Feghali.
"A melhor forma para resolver nessas cidades é decidir aqui primeiro, pode ser sinalização positiva para outras cidades", disse Julia.
PSB e PDT também pleitearam uma aliança com o PT em cidades em que são mais fortes, apostando, sobretudo, na presença de Lula nas campanhas. O presidente anunciou que só participará de campanhas em que os partidos da base de apoio estejam unidos em uma só candidatura.
"Quando um partido quer o apoio de outro, deve dar reciprocidade. O PT é muito aberto para receber apoio, mas muito inflexível para dar apoio", disse o presidente do PDT, Vieira da Cunha.
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