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Paladar
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Amargo de doer, mas tem quem coma cru

Giovanna Tucci

29 Outubro 2009 | 10h 11

'MARGOSO' - Palmito primo da guariroba é comum em Mendes Mais amargo que jiló, como os moradores de Mendes gostam de dizer, o palmito amargo ou margoso é cozido e apreciado com arroz fresquinho, como se fosse couve ou espinafre. Veja também: ESPECIAL: É da roça O arroz ficou vermelho! O que é que gosta de voar e é caviar? Em Bananal tem sempre truta As fadas da boca do tacho Caipira da gema Comida mineira é paulista. E também caipira Você não pode perder. Mesmo! A guerra do bolinho O pastel que vira sozinho Tomate até na cocada Você encontra a variedade da espécie Syagrus oleracea, a mesma da guariroba, o ano todo na banca do Boca. "Conheço palimito amargo desde criança. O pessoal não costuma comer cru, não, mas eu gosto. Sempre tenho uma peça (R$ 10)", conta Osmar dos Santos, o Boca, comendo um fiapo do palmito que é uma lição sobre o amargo. "Para não escurecer, a gente cozinha com limão e passa limão também na parte que restou." E escurece rápido mesmo. Boca compra o palmito de um antigo produtor em Mendes com quem aprendeu que a água do ingrediente faz bem para o estômago – é só guardar na geladeira e ir tomando. O palmito amargo demora cinco anos para poder ser colhido e pesa cerca de 1kg. A época em que há mais procura na venda é durante a Semana Santa, quando saem cerca de cem palmitos. "Teve um tempo bom em que eu vendia 150", recorda.