Americano quer levar Wii para a sala de aula

Ele é um gamer assumido. Tem todos os consoles, mas decidiu dedicar o último ano ao Wii, da Nintendo. Seu maior interesse é o controle sem fio do aparelho, o Wiimote, que é sensível a movimento. Principal convidado do FTP, o americano Johnny Chung Lee, 28 anos, faz do dispositivo uma forma de ter lousas inteligentes baratas e interagir com o computador. Doutor em Interação Homem-Computador pela Universidade Carnegie Mellon e recém-contratado pela Microsoft, Chung Lee aposta na tecnologia para baratear a instalação lousas inteligentes em escolas públicas. Basta um projetor e um computador comuns. Com o Wiimote e uma caneta com infravermelho, é possível ao professor desenhar e mover janelas do PC – que estão projetadas na parede – sem precisar de mouse. "Estou conversando com organizações para fazer testes práticos nos EUA, Brasil, África e Índia", disse ao Link. Segundo ele, o Wiimote ainda não é o ideal, pois precisa de bateria e adaptadores para ser ligado ao PC, mas pode ser um protótipo inicial. Nas experiências, o Wiimote funciona como uma câmera: capta os movimentos da caneta e os reproduz de modo que o PC entenda. "O Wii é o primeiro produto de massa com tal tecnologia. Continuará como item para gamers, mas é inspirador." Os vídeos com as experiências fizeram sucesso no YouTube. Em uma semana, foram 500 mil acessos. Além de lousa digital, ele mostra que é possível ao computador reconhecer os movimentos das mãos. Já com um óculos especial, o Wiimote percebe quando o telespectador se move e modifica o ângulo da imagem no monitor. "Minha inspiração é a série de filmes Guerra nas Estrelas. Toda a ficção científica, pode demorar o quanto for, tende a se tornar realidade."

Rodrigo Martins,

11 Agosto 2008 | 00h00

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