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ANP lança regras para refino nos moldes das que pararam plataformas

SABRINA LORENZI - Reuters

13 Dezembro 2013 | 16h 29

A Petrobras enfrentará no refino as mesmas regras que a obrigaram a fazer paradas de manutenção mais frequentes nas suas plataformas e que limitaram a produção de petróleo.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) lançará uma regulamentação de gestão operacional para refinarias, "com prazos de manutenção mais rígidos", afirmou à Reuters o diretor da reguladora, Waldyr Martins Barroso.

A resolução com diretrizes de segurança operacional e meio ambiente já foi concluída e está sendo analisada pela procuradoria da ANP para ser publicada em janeiro, disse ele.

As refinarias terão ainda um prazo de adequação à nova regra que a lei prevê.

O diretor afirmou que as regras novas para refino seguirão o mesmo modelo das que já entraram em vigor para exploração e produção, que culminaram em paradas para manutenção e restringiram a produção de petróleo da estatal.

Indagado sobre a possibilidade de estas regras afetarem a produção de derivados da Petrobras, o diretor disse que "teoricamente isso não é para acontecer".

Em entrevista à Reuters, Barroso também falou sobre a atuação da agência nos últimos acidentes nas refinarias da Petrobras, inclusive a Repar.

A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, vai operar com dois terços da carga usualmente processada quando retomar a produção, segundo a autoridade do órgão regulador brasileiro.

A produção plena da refinaria da Petrobras não poderá ser atingida logo porque uma das colunas da unidade de destilação ficou danificada, bem como o condensador, equipamento que faz o resfriamento nesta etapa do refino, disse o diretor.

Um incêndio na Repar, no final de novembro, interrompeu o processamento de petróleo.

A previsão da Petrobras é retomar as atividades na refinaria no dia 17 de dezembro a plena carga.

A Petrobras está importando mais derivados para dar conta de substituir a produção da refinaria, que responde por cerca de 10 por cento do abastecimento do país.

Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente as informações da ANP.