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Marcos Arcoverde

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Apesar de acordo, garis dizem que vão manter greve

Garis do Rio de Janeiro em greve desde sábado decidiram, no início da noite de ontem (3), manter a paralisação que tem deixado cheias de lixo áreas do centro onde se concentra o carnaval de rua e perto do Sambódromo. Eles não aceitaram o acordo firmado pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), da prefeitura, para encerrar o movimento.

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Ronald Lincoln,
O Estado de S. Paulo

04 Março 2014 | 09h50

Os grevistas consideraram insuficiente a oferta, que inclui aumento do piso salarial de R$ 802,53 para R$ 874,79, mais 40% de adicional de insalubridade, totalizando vencimento de R$ 1.224,70. Haverá ainda acréscimo de 1,68% dentro do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, com progressão horizontal, e alguns outros benefícios.

"O que ficou acertado na reunião foi praticamente a mesma coisa que eles haviam acordado com o sindicato antes, mas não é isso que nós queremos, nós queremos o aumento do salário, então a gente vai devolver essa proposta e vamos ver o que eles vão fazer", afirmou o um dos porta-vozes do movimento, Ivair Oliveira de Souza.

O acordo inclui também bônus de 100% na hora extra para quem trabalhar nos domingos e feriados, mantido o direito à folga, plano odontológico, aumento do vale-alimentação de R$ 12 para R$ 16, auxílio-creche e acordo de resultados possibilitando pagamento 14.º e 15.º salários. Souza lamentou a sujeira que tomou partes da cidade desde o início da greve, na manhã do sábado de carnaval. "Garantimos à população que, assim que tudo for resolvido, deixaremos a cidade limpa em 24 horas."

No domingo, o plantão da Justiça do Trabalho declarou a paralisação ilegal e concedeu liminar determinando o imediato retorno ao trabalho. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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