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Aprendizado pela web chegou à academia

Marcus Vinícius Brasil

14 Julho 2008 | 00h 00

Projeto Teletandem Brasil utiliza programas como o Skype para colocar em contato alunos de outros países com estudantes de letras da Unesp

Aprender idiomas em redes sociais não é uma novidade restrita a nerds de computador. A idéia de fazer um intercâmbio entre alunos de países diferentes por meio da internet já chegou à academia, como mostra o projeto Teletandem Brasil (www.teletandembrasil.org), da Unesp de Assis e São José do Rio Preto. A idéia é bastante similar à de redes abertas como a XLingo ou a SharedTalk. A diferença é que na universidade o ingresso é restrito a alunos da Unesp ou de centro de línguas conveniados. Os participantes informam seus interesses através de um cadastro e esperam por um parceiro que possua um perfil adequado em outras instituições associadas; aí é só começar a conversa. O conceito foi adaptado do Tandem alemão, em que pessoas trocam conhecimentos das mais diversas áreas, sejam artísticos ou técnicos – vale até natação. Com um empurrão da tecnologia, a idéia foi aplicada ao aprendizado de línguas. O projeto recebe verba da Fapesp desde 2006, e as unidades de Assis e de São José do Rio Preto contam há um ano com laboratórios dedicados exclusivamente ao Teletandem, equipados com conexão rápida, microfones e webcams. João Telles, um dos idealizadores do projeto (leia entrevista abaixo), acredita que reconhecer as individualidades dos alunos é a principal característica da "escola de idiomas do século 21" . "São raras as vezes em que decidimos sobre a nossa própria educação. Esse tipo de aprendizado representa uma grande ruptura na questão da educação, principalmente pela autonomia e por questionar qual é o papel do professor." Larissa Faria, de 19 anos, é uma das participantes do Teletandem Brasil. Ela estuda alemão e garante que as sessões com sua correspondente na Alemanha – com quem estudou por mais de um ano – a ajudou a evoluir. "Na faculdade aprendemos muita gramática, então meu foco está na conversação. A colaboração me ajuda principalmente na minha formação como professora de língua estrangeira." M.V.B