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Arranha-céus e orgulho precedem a queda, diz relatório

11 de janeiro de 2012 | 13h 33
REUTERS

Há uma "relação pouco saudável" entre a construção de arranha-céus e as recessões financeiras, segundo um novo relatório da Barclays Capital.

A construção do Empire State em Nova York em 1930 e das torres em Kuala Lumpur em 1997 e em Dubai em 2010 foram todas seguidas por crises econômicas, observou o documento.

"Geralmente, os prédios mais altos do mundo são simplesmente o edifício de um boom na construção de arranha-céus, refletindo uma má-distribuição generalizada de capital e uma correção econômica iminente", diz o texto.

"A conclusão das torres Petronas em Kuala Lumpur em 1997 foi seguida de uma crise econômica regional e do colapso das moedas asiáticas", acrescentou.

Os investidores deveriam prestar atenção na China, adverte o Skyscraper Index, já que "a maior bolha de construções" está atualmente erguendo 53 por cento dos 124 arranha-céus planejados nos próximos seis anos.

A China tem, atualmente, 75 prédios prontos com mais de 240 metros de altura.

A Índia acabou de erguer dois novos arranha-céus, com mais 14 ainda em construção.

As conclusões do relatório também podem ser preocupantes para os londrinos, que veem atualmente várias adições ao horizonte da cidade, inclusive a construção do que será o prédio mais alto da Europa ocidental, o "Shard", de 310 metros de altura.

O relatório observou que o primeiro arranha-céu do mundo, o Equitable Life em Nova York, foi completado em 1873 e coincidiu com uma recessão de cinco anos. Foi demolido em 1912.

Outros exemplos incluem a Willis Tower de Chicago, conhecida anteriormente como a Torre Sears, erguida em 1974, bem quando um aumento no preço do petróleo balançou a economia.

O prédio mais alto do mundo é o Burj Khalifa em Dubai, com 828 metros, seguido do Taipei 101 com 508 metros e do Centro Financeiro Mundial de Xangai com 492 metros.

(Reportagem de Li-mei Hoang)


Tópicos: ARQUITETURA, ORGULHO*