Arroz, feijão e 'mistura'

O pê-efe nasceu com a vocação básica de alimentar o trabalhador em ambiente urbano, na hora do almoço. Desde o início, sua composição derivava da alimentação caseira, em especial na região Sudeste: arroz, feijão e uma "mistura".

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2014 | 02h08

E ele não nasceu prato feito por acaso, a fórmula visava a baratear o custo da alimentação, como explica o coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira da Anhembi Morumbi, Ricardo Maranhão. "As travessas começaram a ser deixadas de lado e os elementos colocados todos no mesmo prato." Nos anos 1940, o prato feito já era encontrado em pensões e restaurantes no Rio, segundo o sociólogo Carlos Alberto Dória, autor de Formação da Culinária Brasileira (editora Três Estrelas).

PF acabou virando sinônimo de comer uma refeição completa num único prato, de maneira rápida e barata. Mesmo que o restaurante em questão seja premiado, como o Maní. "Em restaurantes sofisticados, o PF se beneficia da valorização atual da comida caseira, do resgate de elementos simples como o ovo frito e o chuchu ", diz o antropólogo Raul Lody, autor de Brasil Bom de Boca - Temas de Antropologia da Alimentação (Editora Senac).

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