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Atiradores matam ao menos 50 que assistiam a jogo da Copa no Quênia

DRAZEN JORGIC - REUTERS

16 Junho 2014 | 15h 16

Ao menos 50 pessoas morreram quando homens armados em dois microônibus entraram em uma cidade na costa do Quênia, atiraram em torcedores que assistiam a um jogo da Copa do Mundo e atacaram hotéis, um posto policial e um banco, disseram autoridades e testemunhas nesta segunda-feira.

O grupo islâmico Al Shabaab, da Somália, assumiu a autoria do ataque de domingo à noite na cidade de Mpeketoni, alegando como motivo que o Quênia havia enviado suas forças para a Somália e acusado Nairóbi de assassinar estudiosos muçulmanos, uma acusação que autoridades quenianas negam.

"O Quênia é agora oficialmente uma zona de guerra e, como tal, quaisquer turistas visitando o país o farão cientes do perigo", disse o grupo, após realizar a maior ofensiva desde que combatentes atacaram um shopping em Nairóbi em setembro, deixando 67 mortos.

O ministro da Justiça do Quênia se refere aos atiradores como "bandidos". Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque, o mais recente de uma série de ataques com armas e bombas nos últimos meses que prejudicam a indústria turística já em dificuldades.

O Quênia, que culpou a al Shabaab por ataques anteriores, havia dito que iria estar em alerta durante a Copa do Mundo para garantir exibições públicas de jogos com segurança.

"Os agressores eram tantos e estavam todos armados com armas de fogo. Eles entraram na sala de vídeo, onde fomos assistir a um jogo da Copa do Mundo e dispararam indiscriminadamente contra nós", disse Meshack Kimani à Reuters por telefone. "Eles miraram apenas nos homens, mas eu tive sorte. Eu escapei escondendo-me atrás da porta."

O ataque deve aumentar as preocupações em outras nações africanas como a Nigéria, que está lutando contra os militantes islâmicos do Boko Haram, de que bares e outros locais onde se reúnem multidões para os jogos da Copa do Mundo podem se tornar alvos.

Depois de Westgate, al Shabaab prometeu mais ataques, dizendo que eles estavam determinados a expulsar as tropas quenianas da Somália. O Quênia, cujos soldados são enviados como parte de uma força de paz africana que combate militantes, diz que não vai sair.

Os atiradores entraram em Mpeketoni em dois microônibus e atacaram os seus alvos com armas e pelo menos uma bomba. O governo disse que eles também invadiram o assentamento nas proximidades de Kibaoni.

O diretor regional da Cruz Vermelha, para a zona costeira do Quênia, Muiruri Kinyanjui, disse que o número de mortos foi de ao menos 50, mas afirmou que poderia aumentar porque muitos moradores ainda estavam desaparecidos, enquanto outros sofreram ferimentos graves.

(Reportagem adicional de Joseph Akwiri em Mombasa, Humphrey Malalo e Duncan Miriri em Nairóbi)