Aumento do número de obesos eleva casos de Alzheimer

Órgãos de saúde dizem que em 50 anos, pessoas atingidas serão 1,5 milhão

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 08h54

O número de pessoas afetadas pelo mal de Alzheimer pode disparar como conseqüência da epidemia de obesidade que atinge os britânicos, advertiram várias organizações de saúde. A Sociedade contra o Alzheimer e a Fundação Cardiológica Britânica uniram forças com outras organizações similares para estimular as pessoas a realizarem exercícios e levarem uma vida saudável como única forma de combater estas doenças. Atualmente há no Reino Unido 700 mil pessoas que sofrem de algum tipo de demência, que na maioria dos casos está associada ao mal de Alzheimer, doença que vai corroendo a memória até que os afetados por ela não reconhecem sequer os próprios filhos. Em um prazo de 15 a 20 anos, o número de pessoas atingidas por esta doença chegará a 1 milhão, e em 50 anos será de 1,5 milhão, segundo previsões da Sociedade contra o Alzheimer. "É absolutamente necessário frear alguns dos fatores de risco", afirma Clive Ballard, diretor de pesquisa da sociedade, segundo o qual a obesidade é o principal. "Se alguém está acima do peso aos 60 anos, tem duas vezes mais risco de sofrer Alzheimer antes de chegar aos 75", explica Ballard no jornal The Guardian. Segundo os especialistas, um fenômeno especialmente preocupante é o forte aumento da obesidade na infância, que poderia fazer com que dispare o número de pessoas com demência a 2 milhões ou 2,5 milhões no país. Vários estudos indicam que o exercício diário pode reduzir o risco de demência entre 30% e 40%. As dietas ricas em vitamina C reduzem o risco em 15%, e alguns estudos sobre a chamada dieta mediterrânea indicam que esta pode limitá-lo em até 40%. Segundo o professor Jeremy Pearson, diretor-médico adjunto da Fundação Cardiológica Britânica, os principais fatores de risco das doenças cardíacas coincidem com os da demência. Nos últimos 30 anos foi possível, segundo o cientista, reduzir o número de mortes prematuras por doenças cardíacas melhorando a dieta, convencendo o doente a deixar de fumar e com a administração de fármacos adequados.

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