Autoridade regional retira apoio à eutanásia de italiana

Governador reconsiderou sua posição porque já não sabe se clínica Città di Udine será responsável

Efe

19 Dezembro 2008 | 16h13

O governador da região de Friuli Venezia Giulia, no nordeste da Itália, Renzo Tondo, afirmou nesta sexta-feira, 19, que vai reconsiderar sua posição sobre o caso de Eluana Englaro, em estado de coma desde 1992, após ter apoiado a família da italiana na sua luta pela eutanásia.   Veja também: Clínica condiciona eutanásia de italiana a apoio das autoridades Clínica italiana continua disposta a realizar eutanásia de Eluana Ministério da Saúde italiano proíbe eutanásia de Eluana Englaro Italiana em coma pode ser transferida para realizar eutanásia Líder de Toscana pede que clínicas façam eutanásia de Eluana Hospitais se negam a fazer eutanásia autorizada na Itália Eutanásia de mulher que vegeta há 17 anos divide Itália   "Há tempos estava seguro porque tinham me dito, em particular, que o assunto seria administrado pela clínica Città di Udine. Agora tenho que dizer: não sei como terminará tudo. Devo reconsiderar assim minha posição", disse Tondo em declarações à emissora italiana Rádio 24.   As declarações chegam depois que nesta quinta-feira, o chefe da clínica, em Friuli Venezia Giulia e à qual se espera que se transfira Eluana, confirmasse sua disposição de desligar a sonda que mantém viva a italiana apenas se as autoridades regionais compartilhassem a responsabilidade.   "Minha posição foi expressada claramente antes que o caso eclodisse. Conheço o pai de Eluana há muito tempo (...), sei tudo do assunto e nos tempos não complicados, quando a imprensa não tinha gerado tanto rebuliço, expressei uma opinião que está totalmente confirmada", reiterou Tondo.   "Mas uma coisa é um parecer pessoal e outra é o parecer de um governador regional que deve assumir toda a responsabilidade pela região", argumentou Tondo.

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