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Baixo nível de água interrompe navegação em hidrovia usada por Eldorado Celulose

REUTERS

06 Junho 2014 | 18h 24

A hidrovia Tiête-Paraná, de 2.400 quilômetros, teve a navegação interrompida devido à redução da distância entre a parte inferior das embarcações e a linha de flutuação, conhecida como calado.

Entre as empresas que utilizam a hidrovia está a fabricante de celulose Eldorado Brasil, que ressaltou que desde meados de maio trabalha com um plano de contingência de transporte para lidar com a situação de baixo nível de água da hidrovia.

"Essa alteração temporária não reflete na produção e entrega da celulose nacional e internacionalmente, que segue sem interrupções", afirmou a companhia, sem comentar eventuais impactos sobre os custos.

Outras fabricantes de celulose, Fibria e Suzano, que também têm operações próximas da hidrovia, informaram que não utilizam o modal em suas operações.

Além de celulose, a hidrovia é responsável por parte do escoamento da safra de soja do Centro-Oeste.

Em nota, a Secretaria Estadual de Logística e Transporte de São Paulo explicou que o canal de Nova Avanhandava da hidrovia, entre a hidrelétrica Três irmãos e Nova Avanhandava, já vinha operando com restrições de calado desde fevereiro. A restrição foi determinada devido ao direcionamento de água para a geração de energia elétrica, em detrimento da navegação.

Segundo a secretaria estadual, o calado mínimo exigido para navegação sem restrições é de 2,20 metros, mas desde 30 de maio a distância foi reduzida para 1 metro, paralisando as operações

"O Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo esclarece que mantém entendimentos com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Agência Nacional de Águas (ANA) e DAEE com objetivo de encontrar uma solução para que a navegação seja restabelecida o mais urgente possível", afirmou o órgão em nota.

A secretaria afirmou que o Departamento Hidroviário de São Paulo tem incluído na carteira de investimentos obras no trecho crítico da hidrovia e que a previsão é pré-qualificar empresas em julho e iniciar as obras no segundo semestre.

(Por Leonardo Goy e Roberta Vilas Boas)