Banda larga fixa ou conexão móvel 3G?

Link testa modems 3G por um mês e mostra, com base em perfis, se vale ou não a pena acessar a web via rede de celular

Filipe Serrano e Marcus Vinicius Brasil,

18 Agosto 2008 | 00h00

Nos últimos meses, a telefonia móvel de terceira geração se tornou realidade em várias regiões do País e algumas operadoras de celular já alardeiam a tese de que é possível se conectar à internet com rapidez e eficiência por meio de suas redes 3G. Mas será que vale a pena abandonar a banda larga fixa para se conectar à web exclusivamente por meio de uma conexão móvel? Como funcionam os aparelhos vendidos pelas operadoras de celular – os chamados modems – que prometem levar a banda larga para o computador? A conexão é realmente rápida? É estável? Em termos de gastos, as opções de internet 3G da Claro e da Tim (a Vivo ainda não entrou na briga) são uma alternativa aos serviços de banda larga tradicionais como o Speedy e o Vírtua, tão amados e, ao mesmo tempo, tão odiados? Nas últimas semanas o Link tem recebido uma série de questionamentos de leitores curiosos em saber se os planos de internet móvel já são uma alternativa viável à conexão residencial fixa. Para ajudá-los a esclarecer essa dúvida, conversamos com pessoas que já deram esse (arriscado?) passo e comparamos as velocidades e os preços dos planos de banda larga fixa e móvel em São Paulo. E, para sentir na pele como a conexão 3G funciona no dia-a-dia, um de nossos repórteres fez um teste inédito: arrancou fora o cabo de conexão de seu laptop e, durante um mês, navegou pela web usando apenas os modems da Claro e da Tim. NÔMADE O estudante Vinícius Kitahara é um dos que chegou à conclusão de que a melhor alternativa para o seu dia-a-dia seria um plano 3G. Ele mora sozinho e passa a maior parte do dia fora de casa, no campus da faculdade em que estuda administração. Sem ninguém para dividir os custos de uma banda larga fixa, ele comprou um modem e assinou o plano 3G da Claro. "Comprei o modem pensando em usar apenas em casa, mas passei a me conectar de todos os lugares e vi que tinha feito um bom negócio", conta. Embora praticamente todos os notebooks atualmente já venham de fábrica com a tecnologia Wi-Fi, eles só se conectam à internet sem a necessidade de fios se no local houver uma conexão Wi-Fi disponível. Com um modem 3G, essa limitação não existe, pois a conexão é feita pela rede da operadora de celular. "Navego por sites de vídeo sem ter de esperar muito para os clipes carregarem, visito redes sociais, baixo fotos e arquivos. Também é uma boa porque há muitos filtros de conteúdo nos computadores da faculdade", diz Kitahara. Mas será que a experiência positiva de Vinícius é válida para todos os internautas? Para responder a esta pergunta, elaboramos cinco perfis de usuários da web e mostramos o que cada um deles deve levar em conta antes de tomar a decisão (veja quadro no pé desta página). HARDCORE Você é um daqueles ratos de internet que não passa um dia sem fazer downloads e uploads e, portanto, precisa de uma conexão "confiável" e poderosa? Se a resposta for sim, a banda larga fixa ainda é a mais apropriada a você, pois o sinal 3G, embora mais rápido e estável do que há alguns meses, ainda pode desaparecer de uma hora para a outra. Em meados do primeiro semestre – a Claro deu a largada em sua rede 3G em novembro e foi seguida pela Tim em abril –, os usuários pioneiros ficaram desapontados e reclamaram que o 3G estava pior ou igual à internet discada, até 20 vezes mais lenta do que a velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) prometida pelas operadoras da terceira geração. Nos nossos testes, as performances dos modems já foram bem superiores, mostrando que eles são, sim, uma alternativa viável para a maioria das pessoas. Por outro lado, também para a maior parte dos internautas, a comparação de preços da banda larga fixa e da conexão móvel ainda é favorável à primeira opção. A dica essencial é prestar atenção à maneira que você utiliza a internet e avaliar se o seu perfil é indicado para a alternativa móvel. Boa navegação!

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