Beira-Mar: prisão de MS é 'fábrica de loucos e monstros'

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, classificou de "fábrica de loucos e monstros" a Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O criminoso está em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) desde agosto, quando a Operação X da Polícia Federal desvendou um suposto plano de extorsão e seqüestro de autoridades do Legislativo, Executivo e Judiciário. Permanece isolado numa cela sozinho, sem acesso a TV, rádio ou jornais. "Estou pagando por uma coisa montada pelo Abadía (Juan Carlos Ramirez Abadía, traficante colombiana extraditado para os Estados Unidos em agosto). Prova disso é que até hoje os promotores não conseguiram oferecer a denúncia", disse o traficante, em entrevista veiculada ontem à noite pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record. Beira-Mar está visivelmente mais magro em relação às últimas aparições públicas. Ele reclamou do rigor do juiz federal Odilon de Oliveira, titular da 3ª Vara Federal de Campo Grande e corregedor do presídio de segurança máxima. "A caneta dele está muito pesada", disse, sorrindo. As queixas não pararam por aí. O traficante disse que pretende fazer um curso de direito à distância, mas não pode ler os livros indicados nem ter acesso à internet. Disse que é vítima da mídia e protestou por não poder ter contato mais próximo com os 11 filhos. "Eles perderiam quatro dias de aula para sair do Rio e vir até aqui. Agora nas férias eles vão poder me visitar". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

22 Dezembro 2008 | 08h42

Mais conteúdo sobre:
tráfico Beira-Mar

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.