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Berlusconi e líder de centro-esquerda da Itália buscam reforma eleitoral

PHILI - Reuters

19 Janeiro 2014 | 14h 10

Silvio Berlusconi voltou ao cenário político depois de uma condenação por evasão fiscal, ao chegar a um acordo com o líder do maior partido de centro-esquerda sobre a reforma eleitoral que daria à Itália a estabilidade que eles precisam.

Mas o acordo entre Berlusconi - ainda chefe do partido de centro-direita fundado por ele, o Forza Italia - e o chefe do Partido Democrático (PD), Matteo Renzi, dividiu o governo de coalizão.

Os partidos menores na coalizão do primeiro-ministro Enrico Letta, também do PD, estão furiosos com tal acordo, porque eles dizem que poderiam ser extintos sob um novo sistema eleitoral.

A ala de esquerda do PD acusou Renzi de facilitar a reabilitação de um criminoso condenado por fraude fiscal e pagar por sexo com uma menor e abuso de poder. Berlusconi nega as acusações de fraude e apela, em processo separado, a acusação de ter pago por sexo com a menor.

Com o peso da maior dívida da zona do euro depois da Grécia, a Itália, que passa por sua maior recessão do pós-guerra, está sendo observada de perto pelos mercados financeiros e os seus parceiros europeus por ser um ponto de instabilidade dentro do bloco.

Os políticos italianos estão fazendo uma nova tentativa de reformar o sistema eleitoral, esperando ter governos mais fortes e mais longos.

Renzi e Berlusconi querem um sistema baseado na representação proporcional, em que um grande número de distritos eleitorais elegem cada quatro ou cinco membros e um bônus para os vencedores, de 15 a 20 por cento dos assentos.

Segundo esse sistema, os partidos que receberem menos do que cinco por cento dos votos, não entrariam no Parlamento.