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Biden se diz 'confiante' de que relações com Brasil poderão ser restabelecidas

ANTHONY BOADLE - REUTERS

17 Junho 2014 | 19h 23

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira estar confiante de que as relações com o Brasil estão prestes a serem restabelecidas depois de garantir à presidente Dilma Rousseff que Washington mudou a maneira como conduz a sua vigilância eletrônica.

As relações entre os dois países esfriaram desde que os documentos vazados no ano passado por Edward Snowden, ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) revelaram que Washington espionou Dilma e outros líderes mundiais, como a chanceler alemã, Angela Merkel.

Um dia depois de assistir à estreia vitoriosa da seleção dos EUA na Copa do Mundo em Natal na segunda-feira, Biden viajou a Brasília para se reunir com Dilma na esperança de virar a página no incidente de espionagem.

Biden afirmou que Dilma e ele tiveram uma conversa “franca” sobre o episódio e a vigilância na Internet e que está "confiante" que a reunião de uma hora irá ajudar a descongelar as relações entre as duas maiores economias do hemisfério.

“Discutimos o esforço comum que temos para proteger e defender a Internet", declarou Biden mais tarde. “Não é uma ferramenta governamental de repressão. É de propriedade das pessoas de todo o mundo."

Biden também entregou às autoridades brasileiras uma primeira leva de documentos norte-americanos outrora confidenciais que lançam luz sobre os abusos aos direitos humanos cometidos pela ditadura militar brasileira, um gesto de especial interesse para Dilma, que foi prisioneira política e foi torturada pelo regime.

“Espero que, ao tomar medidas para encarar o nosso passado, possamos encontrar uma maneira de nos concentrar na imensa promessa do futuro”, afirmou Biden. “O céu é o limite para o que podemos conquistar juntos.”

Dilma, que cancelou uma visita de Estado a Washington no fim do ano passado em represália ao escândalo de espionagem, indicou estar pronta para seguir em frente. Uma reaproximação pode acelerar progressos no comércio, na exploração de petróleo na costa brasileira e em outras iniciativas de cooperação há muito empacadas entre os dois países.

Autoridades dos EUA esperam que as garantias dadas pessoalmente por um líder que Dilma respeita serão suficientes para virar a página. A reunião durou o dobro do programado.

“Ele respeita muito as preocupações que Dilma tem. Achou importante ter uma conversa menor, privada e direta para detalhar alguns destes temas”, declarou um funcionário norte-americano. “É isso que ele veio fazer aqui.”

Por razões de segurança, ele se recusou a especificar o que Dilma e Biden conversaram.

(Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello, em Brasília; e de Brian Winter, em São Paulo)

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