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Bope atuará dentro do Complexo do Alemão, diz Beltrame

Clarissa Thomé - O Estado de S. Paulo

14 Março 2014 | 12h 57

Medidas anunciadas pelo secretário de Segurança Pública do Rio são a resposta aos ataques que PMs têm sofrido no conjunto de favelas, na zona norte

RIO - O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, anunciou nesta sexta-feira, 14, que vai deslocar para dentro do Complexo do Alemão a Companhia de Instrução do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Também haverá operações policiais em favelas dominadas pela mesma facção que atua no Alemão. As medidas são a resposta da secretaria aos ataques que PMs têm sofrido no conjunto de favelas, na zona norte. Quatro policiais foram assassinados desde fevereiro. O subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, Leidson Acácio Alves, de 27 anos, foi morto na noite de quinta-feira, 13, com um tiro na cabeça.

"Existem duas possibilidades (para as mortes). As situações de confronto, que são inevitáveis. E pessoas que ficam de tocaia, porque a estrutura urbana facilita isso, e ficam esperando o policial para fazer de maneira covarde e criminosa essas ações. O que estamos fazendo é levar a companhia de instrução do Bope no Alemão. Estamos entrando com uma companhia ou mais do Bope. E estamos começando a partir de hoje à tarde uma série de operações em áreas que têm ligações diretas ou indiretas com o (tráfico do) Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro", afirmou Beltrame.

O secretário participou da cerimônia de formatura de 470 policiais militares, na manhã desta sexta-feira, 14. Ele lamentou a morte de Alves, mas tentou fazer discurso para motivar os recém-formados. "Temos problemas de guerra aqui no Rio de Janeiro, porque assim deixaram que aconteceram", afirmou. "Os senhores são o sustentáculo da democracia, o que os senhores fazem é garantir o estado de direito democrático. O colega de vocês faleceu tirando pessoas que estavam tiranizadas. Mas não vamos desistir, gente", afirmou.

Vítima.  A família do aspirante a oficial da PM Leidson Acácio Alves, de 27 anos, deixou nesta sexta-feira, 14, o Instituto Médico Legal, após fazer o reconhecimento do corpo dele. Alves foi o 11º integrante de Unidade de Polícia Pacificadora assassinado desde que o programa foi criado, em 2008.

A mulher dele, Jaqueline Oliveira, de 26 anos, estava muito emocionada. "Estou muito abalada. Eu o conhecia desde adolescente. Eu tinha 14 e ele, 15, quando começamos a namorar", contou. O casal não tinha filhos.

A mãe do PM chegou a se aproximar dos repórteres de plantão no IML, mas foi levada para dentro por outros PMs e orientada a não dar declarações. O corpo do PM será enterrado no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, às 17h30.

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