Branca, fina e versátil

Onde há brancos secos está a uva Chardonnay. Ela se adapta a muitos climas, constituindo a base de vários estilos de vinho. Ela nasceu na Bourgogne, do cruzamento da grande tinta Pinot Noir com a obscura Gouaiss Blanc

Saul Galvão,

26 Fevereiro 2009 | 13h11

A uva Chardonnay é a branca fina mais difundida no mundo. Com algum exagero, pode se dizer que onde há brancos secos, há a Chardonnay, que se adapta a muitos climas e condições. Além de ser extremamente versátil, pois é base de vinhos de vários estilos - dos ligeiros ideais para beber despreocupadamente aos mais sofisticados e encorpados, muitas vezes fermentados em barricas de carvalho, como os de Bourgogne, os melhores brancos secos do mundo. Veja também: Carmen Classic 2007 Morandé Terrarum Reserva 2007 Nirador Selection Chardonnay 2006 Santa Helena Selección del Directorio 2007 A Chardonnay nasceu na Bourgogne de um cruzamento natural da grande tinta Pinot Noir com a obscura Gouaiss Blanc. Ela é mais do que importante na região de Champagne, onde entra, ao lado da Pinot Noir e da Pinot Meunier (tintas), no famoso espumante. A Chardonnay está para os brancos como a Cabernet Sauvignon para os tintos. Quase todos os países que produzem vinhos têm os seus Chardonnays, alguns dos quais excelentes: Itália, Portugal, Espanha, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Estados Unidos - onde há exemplares espetaculares, comparáveis aos grandes da Bourgogne, e Canadá, Argentina, Uruguai e Chile. No Brasil, entra também em ótimos espumantes e dá alguns dos melhores brancos secos tranquilos. Com ela os enólogos podem fazer vários tipos de vinho, mas ainda prevalecem os secos, mais encorpados e, principalmente, marcados pela presença do carvalho. A Chardonnay tem especial vocação para se integrar ao carvalho. Tanto é que muitos consumidores associam automaticamente a uva a esse tipo de madeira. Mas vem aumentando também o número de Chardonnays mais frescos, sem a potência do carvalho. O Chablis, um dos maiores brancos do mundo, mostra que se pode fazer grandes Chardonnays sem a contribuição da madeira. No Chile, há um grande progresso dos brancos.O clima frio do Valle de Casablanca, mais perto do Oceano Pacífico, que só começou a ser plantado em 1980, deu um grande impulso aos brancos. Há muitos vinhos elaborados com a Chardonnay de preços abaixo e acima de R$ 45. Mas nesta edição, ficamos com os vinhos do país que custam até R$45.

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